Mostrando postagens com marcador Clube da Esquina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clube da Esquina. Mostrar todas as postagens

27/03/2012

TONHO E CACAU

Tonho e Cacau existem,
além da capa,
além do mapa,
além dos tapas
que a vida lhes deu.
.
E eu quero e posso crer
no homem de boa fé,
que sustenta filho e mulher,
que sua no sol a pino,
esquecendo que foi menino.
.
Que sofre a cada labuta.
Um pobre filho da terra,
que mesmo acertando erra
o alvo que não desfruta.
.
Que não reconhece a si mesmo
na imagem que está congelada
por mais de quarenta anos.
.
Que não teve perdas nem danos,
porque não sabe o que é isto.
Que se protege em Cristo
pra viver um novo dia.
.
Que não sabe de sua importância
e não tem a menor ganância
pra querer exigir mais.
.
Tonho e Cacau existem.
Muito aquém da Trapobana,
na mesma Região Serrana.
.
Onde não existem sonhos,
onde não existe festa,
onde não existe luz,
onde não existe povo
depois que a noite esfriou.
.
Felipe Cerquize
26/03/2012


Tonho e Cacau




24/03/2012

OS GAROTOS DA CAPA DO DISCO 'CLUBE DA ESQUINA'

Tonho e Cacau 40 anos depois
OS GAROTOS DO 'CLUBE DA ESQUINA'
Ana Clara Brant – EM Cultura
Carlos Marcelo – Estado de Minas
Tulio Santos (foto) – Estado de Minas
.
“Você já ouviu falar em Tonho e Cacau? Ou quem sabe em José Antônio Rimes e Antônio Carlos Rosa de Oliveira? Provavelmente não, mas certamente já deve ter se deparado com a fotografia deles por aí. Isso porque os dois Antônios ilustram a capa de um dos discos mais importantes da história da música brasileira: o Clube da Esquina. Passados 40 anos que a câmera de Carlos da Silva Assunção Filho, o Cafi, registrou os dois meninos sentados na beira de uma estrada de terra perto de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, o Estado de Minas conseguiu localizá-los depois de uma busca que envolveu dezenas de pessoas e teve histórias saborosas.
.
Durante bom tempo, muita gente chegou a achar que as duas crianças da capa do LP seriam Milton Nascimento e Lô Borges, mas os próprios artistas sempre desmentiram. “A gente chegou a ir atrás deles, mas era muito difícil localizá-los. Eles devem ter caído no mundo”, declarou Cafi antes de a reportagem botar o pé na estrada rumo a Nova Friburgo. Na verdade, “Lô” e “Milton” praticamente nunca deixaram a região conhecida como Rio Grande de Cima, na zona rural da cidade fluminense, onde nasceram e cresceram.
.
José Antônio Rimes tem 47 anos e curiosamente exerce o ofício de recompositor, responsável por encaixotar, organizar e distribuir as mercadorias na seção de congelados de um supermercado da cidade. Apesar de a reportagem ter percorrido quilômetros até chegar a Tonho, como é conhecido, ele trabalha a um quarteirão do hotel onde estávamos hospedados. O encontro com o “menino branquinho do disco”, como ficou conhecido, foi cercado de expectativas. Os colegas do supermercado já sabiam da história e quando o recompositor chegou até se assustou: “Que tanto de gente é essa? Por que está todo mundo parado?”, espantou-se. Quando viu a capa do disco, não titubeou: “Oh, sou eu e o Cacau. Como é que vocês conseguiram isso? Quem tirou essa foto? Eu me lembro desse dia”, revelou.
.
Antônio Rimes recorda que estava brincando em um morro de terra removida pelos tratores que ficava próximo a um campinho de futebol, quando Cafi e Ronaldo Bastos passaram dentro de um Fusquinha. “Alguém do carro me gritou e eu sorri. Estava comendo um pedaço de pão que alguém tinha me dado, porque eu estava morrendo de fome, e para variar descalço. Até hoje não gosto muito de usar sapato. Mas nunca soube que estava na capa de um disco. A minha mãe vai ficar até emocionada. A gente nunca teve foto de quando era menino”, disse Tonho, que nunca ouviu falar em Milton Nascimento, tampouco em Clube da Esquina. “É aquele moço que foi ministro?”, indagou.
.
Já Antônio Carlos Rosa de Oliveira, de 48 anos, o Cacau, conta que não se lembra do exato momento da foto, mas que anos depois, quando morava em Macaé, no litoral norte do estado do Rio, se deparou com a capa do Clube da Esquina em uma loja de discos e desconfiou que se tratava dele mesmo. “Coloquei a mão sobre a minha foto e fiquei reparando aquele olhar. Achei que era eu mesmo e acabei comprando o CD, porque o LP não tinha mais. Até queria um para poder guardar”, frisa Cacau, que durante toda a reportagem não se desgrudou do álbum que pertence a um dos jornalistas do Estado de Minas . “Vou roubar este pra mim”, brincou.
.
Cacau e Tonho nasceram na fazenda da família Mendes de Moraes, na zona rural de Nova Friburgo, onde os pais trabalhavam como lavradores. Não desgrudavam um do outro e aprontavam bastante, segundo o relato de parentes e vizinhos que ajudaram a reconhecê-los. Jogavam futebol, bola de gude, pegavam frutas nas vendas da região, nadavam na prainha do Rio Grande e nas cachoeiras. Ficaram muito próximos até os 20 anos, quando as famílias acabaram se mudando para bairros diferentes de Nova Friburgo. Tonho ainda vive na cidade com a mãe, a esposa e as duas filhas, mas Cacau se mudou recentemente para Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde presta serviços como jardineiro e pintor.
.
Mesmo morando a 100 quilômetros de Nova Friburgo, topou reviver com o amigo a clássica fotografia da capa do Clube da Esquina. Não foi fácil localizar o exato lugar, já que a região do Rio Grande sofreu muito com os efeitos da tragédia de janeiro do ano passado e com o tempo. “Isto aqui mudou demais, então não dá para precisar. Quarenta anos não são 40 dias”, filosofou Cacau. Apesar do sol escaldante e da posição desconfortável, eles não se importaram de posar para a máquina fotográfica. “Quer que eu tire o sapato pra ficar parecido? Adoro ficar descalço mesmo! Se tiver um pão, também pode me dar”, pediu Tonho, dando gargalhadas.
.
Surpresa
.
A princípio, Tonho e Cacau ficaram ressabiados com a história de estamparem a capa de um LP e ao saber que a imprensa estava atrás deles. As famílias também desconfiaram. A mãe de Tonho, dona Aparecida Rimes, de 69 anos, a toda hora ligava para saber do filho, com receio de ele ter sido sequestrado. “A gente nunca viu isso por aqui. Mas agora que vocês chegaram à cidade estão dizendo que meu filho está até no computador. Fico preocupada”, admitiu a aposentada.
.
Cacau revela que só se deslocou de Rio das Ostras para Nova Friburgo porque achava que tinha alguma pendenga familiar para resolver. “Pensei que era coisa de pensão de ex-mulher. Essas coisas. Não acreditei muito nessa conversa de repórter não”, justificou o jardineiro, que é fã de MPB e conhece a obra de Bituca. “Gosto muito de Canção da América. É muito bonita. Mas o que vai acontecer agora que o povo vai descobrir que esse menino do disco não é o Milton Nascimento? Será que vão achar ruim comigo?”, questionou receoso.
.
Apesar de não compartilharem a intimidade de outrora, vez por outra eles se esbarram por Nova Friburgo e colocam o papo em dia. “A gente não tem tempo, fica nessa correria de trabalho, família. Eu fico no serviço das 6h às 18h, então complica demais encontrar com o pessoal. Cada um tomou o seu rumo, mas sempre que a gente se vê é uma farra. Amigo é amigo, né? Para toda a vida”, destacou Tonho.
.
O clube da busca
.
Foram necessárias, pelo menos, 53 pessoas para chegar até os dois “garotos”. Porém, algumas tiveram um papel fundamental. O desenrolar do fio da meada se deu quando, a pedido do Estado de Minas, um jornalista de Nova Friburgo, Wanderson Nogueira, anunciou na rádio local sobre a procura. Uma ouvinte da região, a costureira Rogéria dos Santos, de 56 anos, entrou em contato com a reportagem, comunicando que nunca tinha ouvido falar da história do disco, mas conhecia muitos moradores da zona rural que poderiam auxiliar na busca.
.
Rogéria dos Santos nos levou até a auxiliar de produção Gilcelene Tomaz Ferreira, de 33 anos, pois muitos da cidade desconfiavam que o menino negro do Clube seria alguém da família dela, filho de Severino, um antigo lavrador. Por indicação da mãe de Gilcelene, Helena, chegamos até Erasmo Habata, floricultor da região. Com o LP na mão, assegurou: “Este pretinho não é filho do Severino. Mas este mais branquinho é filho do Laerte Rimes, um lavrador da região. E deve ser o Tonho”, frisou. Outras indicações – pistas falsas – nos levaram a checar várias pessoas, entre elas um paciente internado em clínica psiquiátrica e até um foragido da Justiça.
.
Na manhã seguinte, partimos atrás de um casal que morou mais de 30 anos na região e conhece todo mundo: a dona de casa Elizabeth Fernandes Silva, de 58 anos, e o pedreiro Fernando da Silva, de 62. “Na época, a dona Querida, que é a mãe do Ronaldo e do Vicente Bastos, lá da Fazenda Soledade, nos mostrou essa foto num pôster. Sempre soube que eram o Tonho e o Cacau. Não temos dúvidas que são eles, porque eles viviam juntos pra cima e pra baixo”, apontou Beth. “Os dois conservam aquele jeitinho. São eles sim e acho que eles vão ficar muito felizes”, opinou Fernando.
.
E em menos de 24 horas, com a ajuda da população local, finalmente estava desvendado a identidade dos dois meninos da capa do Clube da Esquina. “A gente fica até emocionado. Eles mereciam ser descobertos. É um reconhecimento mesmo com tanto tempo”, resumiu Rogéria dos Santos.”
.
Publicação original do Estado de Minas
.
.........................................
.
O Festival de Inverno de Ouro Preto, em 2009, homenageou o Clube da Esquina. Naquele ano, estive presente no festival e fiquei na casa do parceiro Márcio Borges. Aproveitei para fazer uma série de perguntas para ele sobre o Clube e uma delas foi sobre a capa do disco Clube da Esquina. Só então fiquei sabendo que a foto foi tirada na Região Serrana do Rio de Janeiro, no caminho para a fazenda da família de Ronaldo Bastos.
.
Bom saber que Tonho e Cacau continuam por aí, firmes e fortes. Aliás, "Tonho e Cacau" seria um nome bastante interessante para uma próxima canção de alguém do Clube. Bastante representativo, pelo menos.
.
Abraços!
.
Felipe Cerquize
.

24/08/2011

PASSAGEM CÔMICA DO LIVRO "OS SONHOS NÃO ENVELHECEM"

Esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, que originou o CLUBE DA ESQUINA
.Mais um trecho do livro "Os sonhos não envelhecem", de Márcio Borges, que será sorteado para os que participaram do sorteio do livro "Pelos caminhos da Estrada Real" (ver relação dos participantes, abaixo) . Desta vez, uma pequena passagem cômica do livro:
................
Nos governos militares havia confusão. Tinha saído Costa e Silva, doente, entrara uma junta militar, logo tinha saído também; entrara agora um general de nome estranho. Havia censura e ninguém sabia dos bastidores. Quando minha irmã número três ouviu o nome do novo general que revezaria na presidência, não entendeu direito: "Carrasco Azul? Parece nome de torcida organizada do Cruzeiro..."
...............

PARTICIPANTES E RESPECTIVAS DEZENAS QUE CONCORREM AO SORTEIO
.
01 - Percy Castanho
02 - Gentil Alves Filho
03 - Célio Mattos
04 - Cyda Passos
05 - Heitor Branquinho
06 - Candida Botelho
07 - Danny Reis
08 - Diógenes Pereira de Araújo
09 - Ivan Rodrigues
10 - Ceumar Coelho
11 - Rosalie Gallo
12 - Erico Baymma
13 - Patricia Rebolo Medici
14 - Mano Melo
15 - Beto Feitosa
16 - Felipe Cordeiro
17 - Regina Celia
18 - Cleide Grava
19 - Toninho Vaz
20 - Kleber Rocha
21 - Porcina Frota
22 - Aline da Silva
23 - Renato Garcia
24 - Jade Dantas
25 - Robert Cruzoaldo Maria
26 - Egeu Laus
27 - Manoel Lima
28 - Gerusa Leal
29 - Bernadete Monteiro
30 - Regina Makarem
31 - Carlos Alberto Machado
32 - Joyce Brandão
33 - Cristiane Lopes
34 - Ana Ferreira
35 - Bruno Delecave
36 - Esther Torinho
37 - Tibério Gaspar
38 - Luciane Mendes
39 - Márcio Paschoal
40 - Jozi Lucka
41 - Ritta Cidreira
42 - Ronaldo Teixeira
43 - Sonia Medeiros Imamura
44 - Cleomar Santos
45 - Décio Bettencourt Mateus
46 - Simone Mancini Castilho
47 - Clement Zular
48 - Douglas Rosa
49 - Mara Cristina
50 - Marcelo Jiran
51 - Cristina Guedes
52 - Sérgio Ramos
53 - Inah Lins
54 - Maria Valéria M. Bethonico
55 - Carla Cintia Conteiro
56 - Maria Helena Barata
57 - Cacau Costa
58 - George Israel
59 - Flávio Machado
60 - José di Cavalcanti
61 - Juca Novaes
62 - Sérgio Ricardo
63 - Claudio Nucci
64 - Silvio Sano
65 - Walter Martinelli
66 - Deborah Matthiesen
67 - Sonia Carneiro Leão
68 - Preciosa Alonso Taboada
69 - Jorge Roberto Martins
70 - Maria Fouraux
71 - Nanando Mira
72 - Maria Tereza Arruda Campos
73 - Héctor Pandolfo
74 - Neti Costa
75 - Elisa Heilbuth Verçoza
76 - Mara Sardinha Quintão
77 - Angelo Daidone
78 - Paulo Saturnino Figueiredo
79 - Maria Cristina Scanhola
80 - Elder Braga
81 - Rafael Nolli
82 - José Roberto Moura
83 - André Madi
84 - Cida Queiroz
85 - Mônica Bacci
86 - Vanusa Campos
87 - Sérgio Veleiro
88 - Fabiane Ribeiro
89 - Juliano Duarte
90 - Angelina Oliveira Bento
91 - João Ricardo Gambini
92 - Cristiano Soares
93 - Claudia Cy
94 - Elisa Portes Amorim
95 - Israel Costa
96 - Osvaldo Borgez
97 - João Lúcio Ferraz de Azevedo
98 - Dri Alves
99 - Leonardo Ribeiro Campos
00 - Jean- Pierre Barakat
.

01/08/2009

FESTIVAL DE INVERNO DE OURO PRETO II

Não sei se a primeira letra do Márcio Borges, que me impressionou nos anos 60, foi Vera Cruz ou Alunar, mas o fato é que eu estava ali, num Fiat Uno com pneus carecas e para-brisa trincado, indo de Nova Lima para Ouro Preto, a fim de encontrar com um dos grandes responsáveis pela minha formação poética. Eu estava no ponto, esperando um ônibus da viação Pássaro Verde, quando o Uno parou e o motorista me perguntou se eu queria condução para Ouro Preto pelo mesmo preço do busão. Como havia a possibilidade de o ônibus não parar no ponto em que eu estava, por estar cheio, aceitei no ato aquele transporte mambembe.

Depois de uma hora, mais ou menos, chegamos a Ouro Preto e eu pedi ao motorista para me deixar em frente à pousada Casa Grande, que fica no início da estrada para Mariana. Essa era minha principal referência, pois foi lá que eu havia me hospedado, quando fiz a viagem pela Estrada Real, em janeiro deste ano. Desci as escadas, em meio a um mar de malas de hóspedes, cheguei à recepção e perguntei ao atendente se havia vaga. A resposta, obviamente, foi "não". Pedi para que ele verificasse com outros hotéis se havia a possibilidade de hospedagem para uma pessoa e nenhum dos contactados tinha. Foi nessa hora que eu liguei para o Márcio para perguntar se poderia me ajudar a encontrar uma pousada e ele me chamou para ir até a casa em que estava.

Rua Salvador Trópia, 138, antigo Beco da Ferraria. Esse era o endereço do QG do Clube da Esquina, onde estava o Marcinho com a família. Toquei a campainha e a Cláudia me atendeu. Entrei e fui recebido como se fosse de casa, apesar de ser aquela a primeira vez em que me encontrava com todos. Com 51 anos de idade, ao apertar a mão de Márcio Borges, me senti como se fosse o garoto de 15, que viajava ao som de Alunar pelos recônditos da própria imaginação.

De sexta-feira à noite até domingo pela manhã, vocês podem imaginar a riqueza que foi esse final de semana para mim. Papos agradabilíssimos rolaram o dia todo, desde o café da manhã até a última fagulha da fogueira noturna acesa para espantar o frio. Ainda na sexta-feira, à noite, Marcinho me levou para ver a exposição do Museu do Clube da Esquina, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto. Logo depois, me deixou entregue a Fernando Brant para ver seu show com Geraldo Vianna e o grupo Amaranto. No sábado, muita conversa sobre o Clube, com algumas informações que fizeram eu me sentir um privilegiado. Nesse mesmo dia, o show de Lô Borges na Praça da UFOP e depois o encontro dos músicos da banda de Lô e de Marina Machado no QG do Clube, em meio a um conversê que rolou até altas horas.

No domingo de manhã, quando acordei, todos ainda estavam dormindo. Eu já havia comprado a passagem de volta e não podia me atrasar. Cheguei a conversar rapidamente com a Claudinha e com a ex do Sá, mas com o Marcinho só consegui depois que já estava no ônibus, quando recebi o telefonema do querido amigo, perguntando se correu tudo bem para mim e se eu havia ficado satisfeito com a estada em sua casa. Satisfeito? Poxa, Márcio! Você conseguiu provar para mim, na prática, que os sonhos realmente não envelhecem. Valeu demais da conta, meu caro amigo! Muito obrigado por tudo.

Abaixo, duas gravações feitas durante o show do Lô, que subi para o You Tube:

1) http://www.youtube.com/watch?v=zZzeJidpmuc

2) http://www.youtube.com/watch?v=rmFIJh4nc2k
...........
QG do Clube da Esquina no antigo Beco da Ferraria
Exposição do Museu do Clube na UFOP

Oficina literária no Centro de Artes e Convenções da UFOP
Marcinho e Cerquize na exposição do Museu do Clube

Marcinho e Cerquize na exposição do Museu do Clube

Lô, Cerquize e Marcinho na exposição do Museu do Clube

Lô e Márcio Borges em entrevista para a TV UFOP

Lô Borges durante o show Bhanda, realizado na praça da UFOP