09/05/2009

ESTRADA REAL VIII

INTERIOR DA CASA ONDE MOROU DRUMMOND

ITABIRA (MG)
A organização turística na cidade de Itabira é péssima. Chegando lá, no dia 21 de janeiro, telefonei para a Secretaria de Turismo, solicitando um guia, e eles imediatamente me repassaram para um telefone do Centro Cultural Carlos Drummond de Andrade, cuja atendente, por não saber como dar conta do problema (problemaço!), pediu para que eu ligasse para o Memorial Carlos Drummond de Andrade. Lá, a menina que me atendeu informou que, naquela época do ano, os guias da cidade estão de férias (alguma coisa parecida com "restaurante fechar para almoço"), mas que poderia me indicar os ônibus para circular pelos "Caminhos Drummondianos", existentes na cidade. Desliguei, claro. A menina do hotel, então, me passou o telefone de uma agência de turismo, que me atendeu timidamente, dizendo que conseguiria um guia turístico para mim. Não retornou. Por fim, Karina (a menina do hotel) me sugeriu uma voluntária literária, conhecida como dona Dadá e, a partir daí, tudo correu às mil maravilhas.
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Maria das Graças Lage Lacerda, dona Dadá, é parente de Drummond e uma das mentoras dos Caminhos Drummondianos, que são 48 pontos na cidade, onde estão em destaque as lembranças do poeta em Itabira. Em cada um desses pontos, existe uma poesia de Carlos Drummond de Andrade, alusiva ao local ou a algum fato ali ocorrido. Por exemplo, a famosíssima poesia “José” foi escrita para o irmão mais velho de Drummond, depois que ele tentou raptar a mulher amada, chamada Amaryllis, que morava no solar onde hoje fica o hotel Itabira (Caminhos Drummondianos 13). Quando estávamos nesse ponto do percurso, filmei a narrativa de dona Dadá sobre a origem do poema e, em seguida, aproveitei para recitá-lo (disponibilizei a filmagem no You Tube. Link:
http://www.youtube.com/watch?v=T1iDwc5IzXM ).
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Abaixo, relaciono os 48 pontos dos Caminhos Drummondianos. Cada um deles tem o nome da poesia que está afixada no local. Abrindo-se os links indicados para as fotos, é possível ver a legenda de cada uma delas.
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1. A ilusão do migrante - Fica na entrada da cidade de Itabira, onde está uma enorme estátua de Drummond.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787993 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787967 Foto 2
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2. O maior trem do mundo – Próximo à entrada da cidade, onde há uma praça com uma maria-fumaça em exposição a céu aberto. Nesse ponto, dona Dadá Lacerda recitou a poesia em referência, filmagem que pode ser vista no link
http://www.youtube.com/watch?v=z9dhQ6tWYkc
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789654 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789702 Foto 2
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3. Banho – Fica no Parque da Água Santa, local que Drummond frequentava, quando criança. Essa poesia também foi recitada por dona Dadá, durante o passeio, e está registrada no link
http://www.youtube.com/watch?v=U4G8txDSTHg
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789613 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789481 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789562 Foto 3
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4. Lanterna mágica de Itabira – Fica próximo à rodoviária de Itabira e a poesia foi feita em homenagem a Tutu Caramujo, apelido de Antônio Alves Araújo, um comerciante de laranjas e de cartilhas, que era o único que vendia livros na cidade naquela época. Foi presidente da Câmara Municipal de Itabira, de 1860 a 1872.
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5. Documentário – Próximo à Casa do Brás. Neste local, funcionava o Hotel dos Viajantes, onde se hospedavam as pessoas que iam a Itabira a passeio ou a trabalho.
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6. Imagem, terra, memória – Situa-se entre a Casa do Brás e o Largo do Batistinha. Esse casarão pertenceu ao guarda-mor Custódio Martins da Costa e depois seu filho Brás Martins da Costa o herdou. Brás era comerciante e fotógrafo e foi quem retratou a sociedade e a paisagem itabirana no final do século XIX e início do século XX.
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7. Coqueiro do Batistinha – Fica no Largo do Batistinha. José Batista da Costa Filho, o Batistinha, era um comerciante culto, espirituoso e herdou do seu pai, o Coronel José Baptista Martins da Costa, um casarão onde morava e onde funcionava sua “Loja das Palmeiras”. O casarão foi destruído por um incêndio, em 1996. No terreno, onde é hoje o Largo do Batistinha, localizava-se o coqueiro relatado no poema.
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8. A Antônio Camilo de Oliveira – Figura ilustre de Itabira, foi agraciado com esse poema de Drummond, que recitei em frente à casa que foi do Dr. Oliveira. Link para assistir a récita:
http://www.youtube.com/watch?v=c1G5HxmIOYc .
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787515 Foto
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9. Herói – Também em homenagem ao Dr. Oliveira, depois de retornar de uma longa viagem que fez à Europa. O local fica bem próximo ao ponto 8. Ser agraciado com duas homenagens do Drummond não é para qualquer um, ainda que com poesias singelas. Essa, quem recita é dona Dadá Lacerda. Link:
http://www.youtube.com/watch?v=bXpGU7wkOL4
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10. Procissão do encontro – Texto autoexplicativo (na foto, pode-se ler o poema). O local da placa fica próximo aos pontos 8 e 9.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029965 Foto
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11. Terrores – Recitei essa poesia de Drummond no beco que serviu de inspiração ao poeta (Link:
http://www.youtube.com/watch?v=aHy56kx3xXs ). Segundo a história itabirana, esse local foi chamado de Beco do Calvário por três motivos: primeiro, porque em sua parte próxima à avenida Martins da Costa teria existido um tronco em que os escravos eram amarrados. Segundo, porque por essa travessa passavam os criminosos que eram levados pela Polícia para a cadeia. Terceiro, porque os cortejos fúnebres de crianças também passavam por ali e seguiam para o cemitério municipal (alto índice de mortalidade infantil, em Itabira, na época).
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787753 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029890 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029955 Foto 3
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12. Cultura francesa – O imóvel, onde está a placa alusiva, pertenceu a Mestre Emílio Pereira, grande personagem do ensino em Itabira, citado nesse poema de Drummond.
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13. José – José Drummond de Andrade era irmão de Carlos e os dois tinham personalidades completamente diferentes. A grande paixão da vida de José era Amaryllis, uma itabirana da classe alta local, que morava onde hoje está o hotel Itabira. Foi lá que José tentou raptá-la, numa quinta-feira de Corpus Christi, sendo essa a inspiração para que Carlos escrevesse o poema. Recitei “José” no local e dona Dadá Lacerda fez um breve relato sobre essa poesia, no início da filmagem, que está disponível no link
http://www.youtube.com/watch?v=T1iDwc5IzXM
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14. Sobrado do Barão de Alfié – A mesma referência do item 13. O sobrado pertenceu ao Sr. Joaquim Carlos da Cunha, o Barão de Alfié, e foi construído por seu pai, Cassemiro Carlos da Cunha. Logo depois, passou a ser propriedade de Dr. Olinto Horácio de Paula Andrade, juiz de direito, no início do século XX, pai de Amaryllis, amada de José, irmão de Drummond e palco da história anteriormente citada. Atualmente, pertence à família de Hugo de Paula Andrade e nele funciona o hotel Itabira e o Restaurante Vide Gula.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787343 Foto
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15. Paredão – O Paredão, segundo história local , teria sido construído na administração do Coronel José Batista, presidente da Câmara no período de 1900 a 1912, com o objetivo de conter a terra da rua Tiradentes, situada em nível elevado em relação à rua Padre Olímpio. O local tornou-se ponto de concentração de jovens itabiranos. As moças passeavam pela rua, enquanto os rapazes encostavam-se no paredão. Era assim que muitos namoros se iniciavam.
http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029883 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789805 Foto 2
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16. O inglês da mina – Nessa casa do século XIX, Drummond teve seu primeiro emprego. Trabalhou como caixeiro de um armazém de secos e molhados, que funcionava na parte de baixo da casa. Recebeu como gratificação um corte de casimira.
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17. A Alfredo Duval – Alfredo era pintor e escultor de imagens, considerado o maior santeiro da região. Possuía muitos livros e revistas, os quais Drummond pegava emprestados para aprimorar seus conhecimentos. Nessa época, Drummond era menino e Alfredo Duval um adulto. Alfredo também construía chafarizes.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029474 Foto
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18. Primeiro automóvel – A placa está em frente ao casarão que pertenceu a Francisco Ozório de Menezes (Chico Ozório), que foi o primeiro proprietário de um automóvel em Itabira.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029698 Foto
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19. Criação – Uma homenagem de Drummond à Banda Euterpe Itabirana, que foi fundada em 28 de novembro de 1868 e existe até hoje. Traz consigo uma coleção de documentos musicais antigos, partituras manuscritas e impressas produzidas e recolhidas por seus membros durante várias gerações. É uma banda atuante que está sempre presente nas manifestações festivas do município.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029548 Foto
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20. Passeiam as belas – Ponto situado na avenida.Martins da Costa, a praça do Zoológico Mirim, que veio a ser inaugurada posteriormente. Ali, até a década de 50, era área de encontros e passeios da juventude itabirana.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029690 Foto
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21. Cemitério do Cruzeiro – Segundo cemitério da cidade. Hoje, lá se enterram apenas pessoas cujas famílias já possuem jazigos. As crianças mortas, citadas na poesia “Terrores” (ver 11) eram enterradas nesse cemitério.
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22. Os pobres – Homenagem de Drummond aos pobres que frequentavam missas na Matriz de Nossa Senhora. do Rosário. No vídeo, recito a poesia em frente à matriz Link:
http://www.youtube.com/watch?v=5IEVDbAAgec&feature=channel_page
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23. Sino – Até os sinos eram (e ainda devem ser) sinônimo de status na Igreja Católica e na mesma Matriz de Nossa Senhora do Rosário havia um que tinha o nome de uma figura da classe alta itabirana. Drummond explora isto nessa poesia.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789427 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788371 Foto 2
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24. Fruta-furto – Inaugurado em 1907, com o nome de Grupo Escolar Carvalho de Brito, foi o segundo grupo escolar a ser inaugurado no Estado de Minas Gerais, onde Drummond fez o curso Primário. O prédio original foi demolido e a construção atual datada da década de 1960. O poema está localizado na entrada do colégio.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787928 Foto
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25. Câmara Municipal – Localizada na Praça do Centenário, essa casa pertenceu ao Major Paulo José de Souza, primeiro presidente da Câmara Municipal de Itabira, de 1833 a 1837. Originalmente era uma casa térrea, ampliada no ínicio do século XIX e ocupada pela câmara em 1833, quando se criou o Município de Itabira do Mato Dentro, desmembrado de Caeté. Abrigou a Cadeia, o Fórum, a Prefeitura, novamente a Câmara e hoje é sede do Museu de Itabira.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029325 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787287 Foto 2
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26. O dia surge da água – Situado atrás do Museu de Itabira, na rua Major Paulo. O chafariz, que hoje está lá, é uma representação simbólica do Chafariz da Aurora, já demolido.
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27. O criador – O jardim interno da casa em que Drummond viveu com os pais em Itabira foi construído por um dos seus irmãos, que recebeu essa poesia-homenagem do poeta. A placa com o poema está afixada próxima ao jardim, que ainda existe na casa.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029783 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788470 Foto 2
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28. Casa – Construída no século XIX, por Joana da Costa Lage Andrade, foi herdada por Carlos de Paula Andrade (pai de Drummond) que a vendeu em 1920 para Dr. Pedro Guerra, filho de Dr. Domingos Martins Guerra, fundador da Fábrica de Tecidos da Pedreira e sócio–fundador da Fábrica de Tecidos da Gabiroba. Nessa casa, Drummond viveu parte de sua infância e adolescência. O poema está localizado na Praça do Centenário, 137, ao lado da casa.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788593 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787878 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787563 Foto 3
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29. Canção de Itabira – Esse ponto dos Caminhos Drummondianos fica na rua Major Lage, nº 53 (casa de Marciana e Natércia Diniz) e o poema-título é dedicado a Zoraida Diniz.
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30. Dodona Guerra – Dodona Guerra era uma mulher que morava sozinha num casarão existente próximo à casa em que viveu Drummond. Existem várias histórias a respeito dela. Muitos a consideravam louca. Era alvo das chacotas infantis.
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31. Os gloriosos – A Igreja Nossa Senhora do Rosário obteve a permissão para ser erguida em 08/01/1770 e foi construída no final do século XVIII. Sua pia batismal chegou à Itabira em 23/03/1757. A pintura do teto da capela-mor, em estilo rococó, é atribuída a Mestre Atahyde ou a alguém de sua escola. O piso é de campas onde foram sepultados os negros escravos ou alforriados, pertencentes à Irmandade Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1812. Essa igrejinha é relativamente próxima à casa em que viveu Drummond e a placa com o poema encontra-se no seu interior.
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32. Cemitério do Rosário – Esse cemitério fica ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário
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33. Pintura do forro – Poesia que fala sobre a pintura do teto da Igreja Nossa Senhora do Rosário, que é atribuída a Mestre Atahyde ou a um de seus seguidores.
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34. Tantas fábricas – Poema que retrata a iniciativa privada no município, as tantas fábricas, muitas artesanais, outras com tecnologia de época. Localizado na casa onde residiu o Monsenhor Felicíssimo e onde depois funcionou o Hospital Nossa Senhora das Dores.
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35. No meio do caminho – Foi inaugurada uma estátua em bronze, em agosto de 2002, nesse local, onde está a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. A estátua, que representa Drummond na pedra, foi feita pelo artista plástico itabirano Genin. Junto ao prédio, está afixada a placa-poema “No meio do caminho”.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788098 Foto 1
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36. Música protegida – Homenagem de Drummond à Corporação Santa Cecília, que foi fundada em 16/11/1919 e tem como objetivo promover a educação, propagando e cultivando a arte musical entre seus associados.
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37. Guerra das ruas – Fica na subida da rua Santana, bairro Penha, que é o mais antigo de Itabira. Existia um certo conflito entre as ruas do bairro.
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38. Memória prévia – Mesma referência do item 37.
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39. Repetição – A rua Santana, no bairro Penha, abriga a casa onde morava a família Castilho, Sr.Juca, sua esposa e filhos, entre eles Ninita Castilho, amiga de Drummond. Pertenceu ao Sr. Caio Martins da Costa, e hoje, totalmente restaurada, aos herdeiros de José Maurício de Andrade.
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40. Uma casa – O Colégio Nossa Senhora das Dores foi fundado em 1923 pelas religiosas francesas, madre Maria de Jesus e madre Maria Miguel. Funcionava em regime de internato, semi-internato e em regime aberto, somente para mulheres. Na década de 1970, foi também aberto para a educação masculina. Na ocasião do jubileu do colégio, festa de seus 50 anos de fundação, a irmã Ivone foi ao Rio de Janeiro pedir a Drummond que escrevesse uma crônica no Jornal do Brasil sobre o colégio. Drummond alegou que as crônicas para aquele diário eram de conotação política. Então pediu à irmã Ivone que lhe mandasse uma fotografia do colégio, o que foi prontamente feito. O poema “Uma Casa” ficou guardado durante 25 anos pelas irmãs, divulgado apenas na agenda desta renomada instituição de ensino, sendo, portanto, inédito.
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41. O resto – Refere-se ao alto da rua Santana, localizado no bairro Penha.
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42. Edifício Esplendor – Poema escrito por Drummond ao seu amigo Oscar Niemeyer. Fica no Pico do Amor (Memorial Carlos Drummond de Andrade)
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43. Confidência do itabirano – Poema que retrata a saudade que o poeta tinha de sua terra natal. Está numa placa côncava, localizada em frente ao Memorial Carlos Drummond de Andrade. Alguns itabiranos, mais exigentes e desconfiados, questionam Drummond, quando, na poesia, ele diz “Itabira é apenas uma fotografia na parede”, mas ao se ler o poema por inteiro, percebem-se a paixão e a saudade do poeta. Disponibilizei a minha récita no link:
http://www.youtube.com/watch?v=YW9j9CzyPsk
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789737 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788251 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789332 Foto 3
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789374 Foto 4
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787630 Foto 5
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44. Ausência – Essa poesia está no Pico do Amor, que é um mirante próximo ao Memorial Carlos Drummond de Andrade e de onde se tem uma visão panorâmica de Itabira.
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45. Espetáculo – Fica entre o Parque Municipal do Campestre e a Mata do Intelecto. Local com ótima visão da natureza.
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46. Infância – A sede de uma das fazendas do pai de Drummond (Fazenda do Pontal) foi demolida pela Vale e todo o material da demolição guardado para uma futura reconstrução, que acabou acontecendo no final da década de 90, num local próximo mas diferente do original. Em frente à casa reconstruída está uma estátua de bronze de Drummond criança com seu triciclo e a placa com a poesia “Infância”, que recitei e disponibilizei no link
http://www.youtube.com/watch?v=7WhXk6vYv5s
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788129 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788349 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029597 Foto 3
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47. Inscrições rupestres – Fica fora da cidade, em Senhora do Carmo, direção do município de Santa Maria de Itabira, por onde passei rumo à Diamantina.
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48. Rancho – Também fica longe da cidade de Itabira, na localidade de Ipoema, em direção ao município de Santa Maria de Itabira.
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Pode-se dizer que os Caminhos Drummondianos são o único “museu de território” do mundo dedicado à poesia. Porém, hoje, observa-se que uma boa parte das áreas demarcadas não está bem conservada. Inconformada diante dessa situação, dona Dadá Lacerda encabeça atualmente um movimento no sentido de renovar os Caminhos Drummondianos, cujos objetivos e contornos estão sendo apresentados publicamente através de palestras em que pretende estimular nos participantes o gosto pela poesia de Drummond, enquanto cronista que foi de Itabira, apresentando ao mundo os seus moradores, locais e situações do início do Século XX. A proposta de renovação prevê a uniformização do tamanho, formato e características gráficas das placas, que deverão expor os poemas em língua portuguesa. Uma versão em língua espanhola será apresentada em um guia poético, a ser editado com tradução a cargo de Manolo Graña.
O meu passeio turístico pelos Caminhos Drummondianos aconteceu no dia 22 de janeiro de 2009. No dia 23, por volta do meio-dia, segui minha viagem rumo a Diamantina, terra de Juscelino Kubitschek, que também nasceu em 1902 (Juscelino era de 12 de setembro e Drummond de 31 de outubro). Para terminar, deixo três presentes para vocês:
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1) Relação de 100 links com poesias de Carlos Drummond de Andrade, retirados do site
http://www.memoriaviva.com.br
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*Poema de sete faces
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*Infância
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*Também já fui brasileiro
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*No meio do caminho
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*Poesia
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*Quadrilha
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*Sociedade
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*Aurora
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*Soneto da perdida esperança
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*Hino nacional
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*Em face dos últimos acontecimentos
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*Necrológio dos desiludidos do amor
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*Sentimento do mundo
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*Confidência do Itabirano
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*Congresso Internacional do Medo
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*Privilégio do mar
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*Inocentes do Leblon
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*Os ombros suportam o mundo
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*Mãos dadas
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*Mundo grande
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*A bruxa
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*José
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*A mão suja
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*Consideração do
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*Procura da poesia
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*Caso do vestido
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Morte do leiteiro
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*Consolo na praia
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*Canção amiga
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*A ingaia ciência
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*Confissão
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*Memória
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*Amar
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*O enterrado vivo
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*Poema-orelha
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*A um bruxo, com amor
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*Fazenda
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*Destruição
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*Para sempre
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*O fim no começo
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*Parolagem da vida
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*Amor e seu tempo
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*Quero
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*Ainda que mal
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*O Deus de cada
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*Homem livre
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*Cuidado
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*Boitempo
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*Certas palavras
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*Le vouyer
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*A puta
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*Aula de português
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*Somem canivetes
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*O fim das coisas
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*Antepassado
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*Igual-desigual
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*A palavra
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*A falta de Érico Veríssimo
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*Visão de Clarice Lispector
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*Retrato de uma cidade
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*Elegia carioca
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*A palavra mágica
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*Prece do brasileiro
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*Falta um disco
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*Atriz
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*Três presentes de fim de ano
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*Ausência
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*A sem-razões do amor
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*Aspiração
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*A hora do cansaço
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*Verdade
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*O seu santo nome
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*Por quê?
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*Mortos que andam
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*Como encarar a morte
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*Inscrição tumular
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*Deus e suas criaturas
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*Hipótese
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*O ano passado
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*Lição
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*Passatempo
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*Além da Terra, além do Céu
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*O mundo é grande
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*Lira do amor romântico
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*O amor antigo
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*“A kiss, un baiser, un bacio”
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*Rio em flor de janeiro
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*Salário
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*Cariocas
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*Aparição amorosa
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*A bunda, que engraçada
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*A língua lambe
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*Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
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*Mulher andando nua pela casa
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*No corpo feminino, esse retiro
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*No mármore de tua bunda
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*À meia-noite, pelo telefone
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*Não quero ser o último a comer-te
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*A castidade com que abria as coxas
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2)Vídeo com Milton Nascimento e o grupo Ponto de Partida cantando “Canção amiga”, parceria de Milton e Carlos Drummond de Andrade, originalmente gravada no disco “Clube da Esquina nº 2”. Esse vídeo é de uma filmagem feita durante o Auto de Natal realizado em Itabira no dia 14 de dezembro de 2007.
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Link:
http://www.youtube.com/watch?v=wcZK7jwxJLw
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Letra: CANÇÃO AMIGA
Música: Milton Nascimento
Letra: Carlos Drummond de Andrade
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Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos
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Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos
..
Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois caminhos se procuram
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Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
...
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças
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3)E, finalmente, duas poesias minhas, em homenagem ao grande ser humano que foi o mineiro Carlos Drummond de Andrade:
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I
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ANJO TORTO
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Se você me vir contente,
não se engane.
É só uma maneira de queimar a depressão,
não se iluda.
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Não tome meu ato espontâneo
como sinônimo de abuso.
Não veja meu raciocínio instantâneo
como um sentimento escuso.
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São formas de quebrar protocolos,
maneiras de conseguir mais colos.
Desejo de conquistar os polos,
de renegar meus voos solos.
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Por isto, minha agressividade é nula,
minha tranquilidade é fula,
minha moralidade é chula.
Sentimento de anorexia e gula.
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Se você me vir contente,
é a minha tentativa de ser seu anjo torto.
Sete faces, um coração
e duas asas de avião.
...
II
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SANTO DRUMMOND
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Santo sem auréola,
Santo Drummond.
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Seu milagre foi fazer
as palavras ficarem mais belas.
Guardo meus sentimentos dentro delas.
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Não quero que o mundo nos veja,
não precisamos de ninguém que nos proteja.
..
Um dia, não muito distante,
todos os seus versos
servirão como indulgências,
todas as suas palavras
reterão as reticências...
...
E serão oferecidas como comunhão,
no ofertório da vida,
servidas ao povo em patenas.
...
Felipe Cerquize
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ESTRADA REAL IX

BECO DO MOTA (FUNDO, CATEDRAL METROPOLITANA DE DIAMANTINA)
DIAMANTINA (MG)
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Garimpo, que fica próxima ao centro histórico da cidade, no caminho para Curralinho. Uma pousada com boas acomodações e com um restaurante administrado por um chef renomado internacionalmente, conhecido pelo apelido bizarro de Vandeca (dizem que, no início da carreira, ele ficava cantando canções de Wanderléa, da Jovem Guarda, enquanto preparava seus pratos. Daí, o apelido). Posso afirmar, sem dúvida alguma, que a mais saborosa das iguarias que comi, durante minha viagem pela Estrada Real, foi um prato muito famoso em Diamantina, criado por Vandeca, chamado de Bambá do Garimpo. Para quem gosta de culinária, eis a receita:
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BAMBÁ DO GARIMPO
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Ingredientes:
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1 maço de couves1 kg de costelinha de porco150 g de feijão carioquinha1 colher de gordura de porco1 cebola roxacheiro verde a gosto4 dentes de alho1 colher de sobremesa do corante1 pimentão, sal a gosto.Preparo:
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Cozinhe o feijão com o corante, depois de cozido bata-o no liquidificador. Após temperar a costelinha, coloque para fritar em óleo quente e, em seguida, cozinhe por 25 minutos. Refogue o feijão na gordura de porco, com sal e alho, junte a cebola, o pimentão e o cheiro verde. Acrescente a costelinha cozida e deixe ferver. Corte a couve bem fininha, misture ao feijão e ferva por mais dois minutos. Servir acompanhado de angu e arroz.
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Rendimento: 4 porções
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777335 Em frente á Pousada do Garimpo
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32778177 Saboreando o Bambá do Garimpo
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Na manhã de sábado, fui para o centro histórico de Diamantina, a fim de começar a minha peregrinação em busca de fatos e lugares interessantes. A cidade tem ladeiras piores do que as de Ouro Preto. Subi e desci a pé várias delas para conhecer o que me era possível. Na confluência de algumas dessas ruas íngremes, na parte baixa da cidade, existe uma praça, onde está a estátua de Juscelino Kubitschek. Conheci o Museu do Diamante, o Passadiço da Glória, a Casa de Xica da Silva, a antiga Casa de Muxarabiê, o Mercado Velho, alguns chafarizes coloniais ainda em funcionamento, a Capela da Santa Casa da Caridade e várias igrejas, inclusive a Catedral Metropolitana de Diamantina, que foi parte do cenário para um desentendimento entre a Igreja Católica e prostitutas que ficavam no Beco do Mota, situado próximo à catedral. Nesse ponto, pus toda a minha atenção numa história, que hoje é mais da música popular brasileira do que da cidade de Diamantina.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777391 Passadiço da Glória
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777012 Interior da casa que foi de Xica da Silva
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777772 Casa de Muxarabiê
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32779347 Mercado Velho
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32778689 Chafariz
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32776954 Capela da Santa Casa da Caridade
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32778130 Catedral Metropolitana
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Antes de ir até a catedral e seus arredores, estive na casa onde morou Juscelino Kubitschek, local em que hoje funciona um museu em sua homenagem. Conversando com um dos empregados da fundação que administra o museu, perguntei onde poderia ver a foto, tirada no Beco do Mota, em que aparece Lô Borges, Fernando Brant, Márcio Borges, Milton Nascimento e Juscelino. Ele disse que estava arquivada e não me mostrou. Perguntei, então, como fazer para chegar ao beco e ele me orientou. Pressuponho que todos conheçam a parceria de Milton e Brant, onde eles falam sobre o Beco do Mota e mencionam os rituais noturnos dessa viela, por conta da prostituição.O empregado do museu me disse o caminho das pedras e só aí, então, fui para esse ponto da cidade.Depois de conhecer o interior da catedral, segui para o beco, que fica em frente à igreja, do outro da rua. Chegando lá, perguntei para uma senhora, que estava numa loja de tecidos, se ali era o Beco do Mota e ela foi logo dizendo que era ali mesmo, mas que agora se chamava Beco do Alecrim, numa tentativa um tanto velada de desvincular o local do rótulo e dos rituais de outrora. O Beco do Mota (ou do Alecrim, como queiram) começa nos fundos da Casa de Muxarabiê, que mencionei no parágrafo anterior (Muxarabiê é uma arquitetura de origem mourisca, herdada pelos portugueses, em que as janelas são protegidas de cima a baixo por gelosias, para resguardar da luz, do calor e do devassamento).. É próximo à porta de trás dessa casa que está afixada uma placa, com a letra e a partitura da parceria de Milton Nascimento e Fernando Brant. O beco está muito bem conservado e repleto de casas comerciais.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777407 Frente da casa de Juscelino Kubitschek
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777865 Placa na parede da frente da casa de Juscelino
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777906 Fundos da casa de Juscelino
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777602 Quarto que foi de Juscelino Kubitschek
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=34378923 Foto histórica: Lô, Brant, Márcio, Milton e Juscelino
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32776902 Placa com a parceria de Milton e Brant
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32776866 Fundos da Casa de Muxarabiê, onde está a placa
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777753 Beco do Mota - Subida
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777694 Beco do Mota – Catedral ao fundo
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Eis a letra de “Beco do Mota”, do LP “Milton Nascimento”, lançado em 1969. Para ouvir a gravação original do disco, clique no link
http://www.mp3tube.net/musics/Beco-do-Mota-Milton-Nascimento-e-Fernando-Brant/279869/
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BECO DO MOTA
Música: Milton Nascimento
Letra: Fernando Brant
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Clareira na noite,
na noite
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu país
.
Profissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu país
.
Nessa praça não me esqueço
E onde era o novo fez-se o velho
Colonial vazio
.
Nessas tardes não me esqueço
E onde era o vivo fez-se o morto
Aviso pedra fria
.
Acabaram com o beco
Mas ninguém lá vai morar
.
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro o beco
Nessa clara praça se dissolver
.
Pedra, padre, ponte, muro
E um som cortando a noite escura
Colonial vazia
.
Pelas sombras da cidade
Hino de estranha romaria
Lamento água viva
.
Acabaram com o beco
Mais ninguém lá vai morar
.
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro o beco
Nessa clara praça se dissolver
.
Procissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu país
.
Na porta do beco estamos
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu país
.
Diamantina é o Beco do Mota
Minas é o Beco do Mota
Brasil é o Beco do Mota
Viva meu país!
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Ainda no sábado, à noite, fique sabendo de uma folia de reis, anunciada para acontecer em Curralinho, e fui até lá para ver. Curralinho é um lugarejo com menos de 5 mil habitantes, que fica a 8 Km de Diamantina. É perto, mas quando se trata de estrada de chão esburacada, 10 minutos viram uma hora e a viagem parece durar uma eternidade. Os festejos eram simples, mas representando bem a originalidade das festas religiosas do interior de Minas Gerais, com procissão, missa, levantamento do cruzeiro e muitos fogos de artifício.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141183&imageID=32774451 Folia de reis em Curralinho 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141183&imageID=32774584 Folia de reis em Curralinho 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141183&imageID=32774726 Folia de reis em Curralinho 3
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141183&imageID=32774437 Folia de reis em Curralinho 4
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O comércio de Diamantina sofre uma série de restrições no final de semana. No sábado, as lojas só podem ficar abertas até as 13:00 h. Já no domingo, o comércio não funciona, mas uma feira de artesanatos é autorizada nas cercanias da Catedral Metropolitana. Para estimular a visita a essa feirinha, os artesãos criaram um evento chamado Café do Beco, que acontece no Beco da Tecla com reflexos até a Rua da Quitanda. O evento ocorre todo domingo, tendo cafezinho e chá de cortesia, além de venda de caldos, salgados, sanduíches, doces e o famoso bolo de arroz. Conta com brincadeiras, música e apresentações culturais e foi nesse clima que presenciei um grupo de rua cantando várias canções, entre elas “Calix Bento”, que faz parte do folclore mineiro e foi sucesso na voz de Milton Nascimento, a partir de uma adaptação de Tavinho Moura. Gravei essa apresentação e a disponibilizei no You Tube. Link:
http://www.youtube.com/watch?v=V_jkhLo7srw&feature=channel_page . A gravação de Milton Nascimento foi feita para o disco Geraes, lançado em 1976. Para ouvi-la, clique no link http://www.mp3tube.net/musics/Calix-Bento-Folclore-de-Minas-Gerais-com-Milton-Nascimento/279909/
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777974 Café no Beco 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32778026 Café no Beco 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32778439 Café no Beco 3
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E assim foi a minha passagem por Diamantina. No início da tarde de domingo, ainda conheci o mirante da cidade, que fica num morro a cerca de 5 Km do centro e é caminho para a Pousada Real, que aproveitei para também visitar. Talvez me hospedasse nela, se a tivesse conhecido no dia da chegada, pois fica num local muito agradável e permite um visual da natureza que é insuperável naquelas bandas. Às 15:00 h, encerrei a conta na Pousada do Garimpo e segui viagem para Cordisburgo, terra de João Guimarães Rosa.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777426 Mirante de Diamantina
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32779107 Cruzeiro no mirante de Diamantina
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777236 Pousada Real – Diamantina 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141204&imageID=32777414 Pousada Real – Diamantina 2
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Para finalizar, a minha contribuição poética para Diamantina, numa resposta alusiva à canção de Milton e Fernando Brant, como tentativa de rescaldar o que ficou, depois de tanto tempo:
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BECO DO ALECRIM
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Casas bonitas,
pintadas de branco
que escondem o mofo,
seguram o tranco.
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Ninguém mais se lembra:
procissão deserta,
homens e mulheres,
vida libertina
nas noites de Diamantina.
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Mas eu não esqueço
e vou pela trilha
que hoje fervilha
com gente de longe
que não sabe nada
sobre a badalada
rua meretrícia.
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Refaço os horrores
que levam ao pudor
e raspo as cores,
mostrando o mofo
que existe em todos,
que perdura em mim
no Beco do Alecrim.
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Felipe Cerquize
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ESTRADA REAL X

CASA DE GUIMARÃES ROSA - HOJE MUSEU GUIMARÃES ROSA
CORDISBURGO (MG)
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Saí de Diamantina na tarde do dia 25 de janeiro e viajei cerca de 200 Km, chegando, à noitinha, ao Maquiné Park Hotel, que fica na BR 040 (Rio-Brasília). Esse foi o trecho da minha viagem pela Estrada Real em que comecei o retorno para casa. Optei por fazer o percurso de volta sem repetir trechos da ida. Pernoitei no Maquiné Park, única referência de hotel, na região, pelo Guia Quatro Rodas.
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Cordisburgo (cordis = coração; burgo = cidade) foi uma parada estratégica para, depois, pegar a rodovia Fernão Dias, rumo ao sul de Minas. A cidade é muito pequena, mas tem dois atrativos que a diferenciam: a Gruta de Maquiné e o fato de ser a cidade natal de João Guimarães Rosa. Fica a apenas 23 Km da BR 040 e o acesso a ela está muito bem asfaltado.
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Primeiramente, visitei a Gruta de Maquiné, que se situa a cerca de 5 Km do centro de Cordisburgo. Um primor da natureza, com sete amplas câmaras cheias de estalactites, estalagmites e concavidades de beleza ímpar. A gruta foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. Quem primeiro a explorou cientificamente foi o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, no século XIX. Os sete salões da gruta totalizam 650 metros lineares e a direção principal da caverna é de norte para sul. É essencialmente horizontal e o elemento principal de sua formação é o carbonato de cálcio. Suas galerias e salões são resultado do trabalho formidável da água em persistência de milênios. Peter Lund fez seu estudo paleontológico dentro da caverna por quase dois anos, tendo descoberto restos de animais em petrificação da era quaternária. (fonte: site da cidade de Cordisburgo:
http://www.cordisburgo.mg.gov.br ).
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771718 Gruta de Maquiné 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32772015 Gruta de Maquiné 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771486 Gruta de Maquiné 3

http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771501 Gruta de Maquiné 4
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771878 Gruta de Maquiné 5
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Depois da visita à gruta, segui para o Museu de Guimarães Rosa, que fica na casa em que ele morou até os nove anos de idade. Lá, fui recebido por uma das “miguilins”, meninas que trabalham voluntariamente no museu e que, além de guia, também são contadoras de histórias (trechos da obra de Guimarães). Conheci cada cômodo da casa, onde estavam cuidadosamente expostos apetrechos de uso pessoal de Guimarães Rosa, incluindo roupas, escritório completo remontado e todo o material utilizado para a posse na Academia Brasileira de Letras (ver fotos). Ao final, fomos para os fundos do quintal da casa e sentamo-nos próximos a um carro de boi para que a miguilim Maryana Xavier contasse deliciosas passagens de Sagarana e de Grande Sertão. Magma foi o primeiro livro escrito por Guimarães Rosa e o último a ser publicado (o único de poesias). Pedi, então, para que Maryana recitasse uma poesia do livro Magma e ela o fez com muita desenvoltura (vejam a récita no link
http://www.youtube.com/watch?v=y4_iNF8w-yI ). Durante a visita, uma informação que me deixou estupefato foi a de que Guimarães Rosa morreu de infarto aos 59 anos, três dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras, em 1967.
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Antes de partir da cidade, visitei a estação ferroviária (quase toda cidade mineira tem uma, a maioria, hoje, desativada) e o zoológico de pedra, com réplicas de animais que foram encontrados pelo Dr. Lund, no século XIX, na Gruta de Maquiné.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771307 A miguilim Maryana e o discurso de posse de Guimarães Rosa na ABL
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771525 Escritório de Guimarães Rosa
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32772158 Material da posse de Guimarães Rosa na ABL
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32772520 Roupas e cadeira de balanço de Guimarães Rosa
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771625 Fundos da casa de Guimarães Rosa
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32772148 Igreja de Cordisburgo
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=32771335 Estação ferroviária de Cordisburgo
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141060&imageID=34651184 Zoológico de Pedra de Cordisburgo
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Terminei o passeio por Cordisburgo com a certeza de ter sido um dos pontos mais agradáveis dessa minha viagem pela Estrada Real e com o compromisso de corrigir um erro histórico da minha formação cultural, que é o de ainda não ter lido “Grande Sertão: Veredas”. Ciente dos meus erros e acertos, parti, então, para uma viagem de mais de 400 Km, até Três Pontas, o mais longo trecho dessa minha viagem.
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CIDADE CORAÇÃO
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Maquiné, maniqueísta,
onde está o maquinista?
Onde está o romancista
de escritas espetaculares?
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Onde fica Cordisburgo?
Fica no centro do mundo
ou fica na imaginação
de quem se chama João?
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O filho pródigo foi
conquistar outros sertões.
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Labaredas, veredas.
A espada ele já tinha
retirado da bainha.
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Por três dias e três noites
caminhou com seu fardão,
quando o burgo, de cidade,
percebendo a sua idade,
juntou-se à cordis, então,
e parou seu coração.
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Felipe Cerquize

ESTRADA REAL XI

CASA DE MILTON NASCIMENTO EM TRÊS PONTAS (MG)
TRÊS PONTAS (MG)
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Depois de visitar Cordisburgo, saí com o objetivo de esticar o máximo possível rumo à próxima visita prevista: Três Pontas. Essas duas cidades não são parte do circuito da Estrada Real, mas são relevantes no que diz respeito à Literatura e Música, por causa dos ícones que lhes servem de referência (Guimarães Rosa e Milton Nascimento). Daí, o meu interesse em utilizá-las como ponte para chegar ao sul de Minas, onde retomei a Estrada.
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Rodei cerca de 100 Km até chegar a Belo Horizonte, por onde passei por caminhos vicinais para pegar a Fernão Dias, rodovia federal, que liga BH a São Paulo, de pista dupla e bem asfaltada, mas muito mal sinalizada.Quando já saía da capital mineira, usufruindo as facilidades dessa rodovia expressa, aconteceu o primeiro imprevisto dessa minha longa viagem. O trânsito simplesmente parou, sem me permitir andar um metro à frente sequer. Fiquei nessa situação por quase uma hora, o que atrapalhou meu plano de fazer Cordisburgo -Três Pontas sem escala (420 Km). Quando o trânsito começou a voltar ao normal, soube por uma rádio local que se tratava de um acidente gravíssimo, onde um caminhão perdeu a direção, atravessou a pista e matou o passageiro de um carro que seguia no mesmo sentido que eu. Por questão de minutos, poderia ter sido eu a vítima. Deus sabe a exata hora de cada um e tudo indicava que aquela não era a minha.
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De volta à “velocidade de cruzeiro”, olhei o relógio e vi que ficara praticamente impossível fazer todo o trajeto em dia claro. Para completar, a natureza e o ser humano deram uma forcinha para que eu me atrasasse ainda mais. No primeiro caso, foi a chuva, que se tornou torrencial, à medida que me aproximava do sul de Minas. No segundo, a má sinalização da Fernão Dias, conforme já comentei. Quando a chuva aumentou um pouco mais, pus toda minha atenção para a cidade de São Francisco de Paula, que tinha a indicação de um bom hotel e ficava exatamente no meio percurso que estava fazendo. Apareceu uma única placa, indicando a cidade 42 quilômetros à frente, e mais nenhuma. Apesar de tentar a localização pela quilometragem do carro, passei batido pela entrada da cidade e somente 30 quilômetros depois, quando parei num posto de gasolina, foi que fiquei sabendo disso. Nessa altura do campeonato, a chuva havia diminuído um pouco e, diante da falta de uma alternativa razoável, resolvi esticar a viagem até Varginha, que fica próxima de Três Pontas (36 Km). Aí, outro desespero: rodava, rodava, rodava e nada de aparecer uma placa informando a quilometragem necessária para chegar a Varginha. Depois de quase 150 quilômetros, sem nenhuma sinalização indicando a entrada para a terra dos extraterrestres, resolvi parar no acostamento e tirar a dúvida com uma pessoa que passava. Tive muita sorte, pois faltavam somente 4 quilômetros e a prioridade de informação era para a entrada para Três Corações, talvez por ser a terra de Pelé, quem sabe? (Pelé um, ET de Varginha zero). Mas, diferente de São Francisco de Paula, no caso de Varginha, os responsáveis pela sinalização foram menos estúpidos e colocaram uma placa indicando o ponto justo da entrada para a cidade. Já era noite e o que me restou foi descansar a carcaça num hotel, antes de seguir para Três Pontas.
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No dia seguinte, dei uma rápida circulada por Varginha, antes de seguir para o destino alvo. Teve de ser uma circulada muito rápida, mesmo, pois lá não há nada que seja atrativo. Colocaram um disco voador em cima de uma coluna de concreto no centro da cidade e só. As turmas de Marketing e da Secretaria de Turismo de Varginha precisam tornar suas relações com os extraterrestres mais imperiosas e ostensivas.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143172&imageID=32829017 Monumento no centro de Varginha (MG)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143172&imageID=32829052 Vista da cidade de Varginha
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143172&imageID=32829360 Close dos monumentos aos ETS
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Finalmente, tomei o rumo de Três Pontas, passando por uma estrada cheia de cafezais. Tinha na minha cabeça ser a cidade muito pequena, mas não é tanto assim. Tem excelente infraestrutura urbanística e parece convergir isto muito bem para a qualidade de vida de seus habitantes. Passando um pouquinho da história da cidade, no processo de colonização da região, houve luta de colonizadores com escravos (que se refugiavam em quilombos) e com exploradores que estavam em busca de ouro, apesar de por lá não haver ouro, diamante ou qualquer preciosidade mineral que, no período colonial, justificasse ser a cidade parte dos caminhos reais expropriados pela Coroa Português. O arraial, de características rural-urbana, formou-se lentamente ao redor da Capela de Nossa Senhora d´Ajuda, atraindo populações dispersas nos arredores. A agricultura de Três Pontas abastecia vilas, relativamente distantes, que surgiram com o ouro, e mais tarde o Rio de Janeiro. Com o aparecimento e afirmação do café, em meados do século XIX, e com a abertura de estradas, atingiu o mercado externo, pelo Rio de Janeiro e também por São Paulo.
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Fiquei espantado com o número de casarões existentes por lá, provavelmente de pessoas que lidam com agricultura. Logo que cheguei à avenida principal da cidade, parei num posto para reabastecer o carro e aproveitei para perguntar ao frentista sobre a casa do Milton Nascimento, que não foi difícil localizar, depois das orientações do garoto. Peguei o caminho da igreja matriz, passei por um posto de gasolina desativado e, cerca de 200 metros depois, cheguei a uma pracinha, onde na parte de cima fica a casa de Milton. Em dezembro de 2008, a prefeitura concluiu uma reforma nesse logradouro, que se chama PRAÇA TRAVESSIA, e houve uma grande festa com a presença do homenageado. Apesar de não saber dessa homenagem, a minha viagem pela Estrada Real, inicialmente, estava prevista para a segunda quinzena de dezembro, mas devido às fortes chuvas, que aconteceram na Região Sudeste naquele período, adiei para janeiro. Coisas do destino (ou “contra-destino”, quem sabe).
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827344 Símbolo na entrada da cidade
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827203 A Praça Travessia
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827508 Placa original da praça
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32826915 Placa da revitalização da praça
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Existe uma placa com alguns dizeres na parede da casa de Milton Nascimento. Nos bancos da praça, o célebre desenho do trenzinho eternizado pelo homenageado. As chances de encontrá-lo por lá eram mínimas e a estatística se confirmou. As fotos que tirei no local dão ênfase à praça e a casa de janelas brancas. Depois, andei um pouco pelas ruas centrais de Três Pontas, para conhecer o comércio. No meio da tarde, iniciei os procedimentos para “decolagem” e parti. Na estrada que liga Três Pontas a Varginha, ainda parei para uma visita ao Museu do Café. Depois disso, segui para São Lourenço, passando rapidamente por Três Corações e por Cambuquira.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827556 Placa da praça na parede da casa de Milton Nascimento
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827269 Sentado no banco
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32826978 Casa de Milton Nascimento 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827117 Casa de Milton Nascimento 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827013 Casa de Milton Nascimento 3
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827383 Museu do Café
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143106&imageID=32827158 Cafezal
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A TRAVESSIA DE TRÊS PONTAS
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Era para ser só mais uma praça
de uma cidade do interior,
mas nela floria o trem de Minas,
plantado em todos os bancos,
mandando seus frutos ao mundo
numa paciente travessia.
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E quando chegava ao destino,
parava na voz de um menino
que alguns viam como homem
e outros como sendo a voz de Deus.
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Uma travessia que não finda,
conduzindo a voz de uma raça,
fincada no meio da praça,
olhando a janela aberta,
rindo da criança esperta.
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Se existe a felicidade,
ela é uma criança
brincando no meio da praça
de uma cidade do interior.
..
Um dia, eu fui a Três Pontas
e vi a cidade e seus sonhos.
O mundo realmente é lindo,
quando a esperança não está dormindo.
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Felipe Cerquize

ESTRADA REAL XII

EM FRENTE AO PARQUE DAS ÁGUAS DE SÃO LOURENÇO
SÃO LOURENÇO (MG)
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São Lourenço foi a última cidade da Estrada Real, na qual me hospedei, e a penúltima de minha viagem. Um lugar que conheço desde os meus seis anos de idade, quando ainda existia um trem que saía do Rio de Janeiro e seguia até Cruzeiro (SP), com paradas em várias cidades, entre as quais essa pérola do Circuito das Águas. Em 1965, meu pai fez essa viagem de trem comigo e foi por aí que comecei a gostar de Minas. Voltei, depois, em 1977, no final da minha adolescência e em 1988, quando meu primogênito ainda não tinha completado um ano de idade. No final da década de noventa e no início do século XXI, visitei a cidade algumas vezes, acompanhando meu pai, já doente e sem condições de viajar sozinho. Acho que, por isto, escolhi essa cidade para encerrar a viagem pela Estrada Real de Minas. O número de hotéis continua grande. Hoje em dia, o Hotel Brasil deixou de ser o melhor de São Lourenço, status ocupado, agora, pelo Sulamérica.
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Aproveitei essa estada para pôr o meu asseio em dia e fui cortar o cabelo em um barbeiro localizado próximo ao calçadão central da cidade. Barbeiros e motoristas de táxi são duas das profissões mais bem informadas e, enquanto cortava o cabelo, fiquei sabendo de algumas novidades, como, por exemplo, da falência do Hotel Primus, um dos mais tradicionais de São Lourenço, que chegou a competir com o Hotel Brasil. Agora, o dono do Hotel Guanabara, José Neto, é o prefeito da cidade e concorrente de José Elias, dono do Sulamérica e também do Hotel Emboabas e do Hotel Fazenda Ramón, o primeiro em direção a Carmo de Minas e o segundo no sentido de Caxambu. Paulinho, o barbeiro, também falou da grande enchente, ocorrida no ano 2000 e da liberação recente de várias obras que estavam embargadas pela prefeitura, inclusive a de um hotel que fica no calçadão (percebi uma destilação de veneno do bom barbeiro, em relação à nova administração da cidade, mas procurei ignorá-la).
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Há algum tempo, o parque das águas vem sendo administrado pela Nestlé, que alguns criticam e outros elogiam. No quesito imagem, pelo que vi, a empresa está de parabéns, pois o parque está muito bem cuidado. O balneário que há nele está fantástico, com opções de banhos diversos, hidromassagem, ducha escocesa, saunas etc. Margeando a lagoa dos pedalinhos, pelo lado de fora do parque, existe, agora, uma área de lazer extensa, muito bonita, que não sei se foi obra da prefeitura ou da Nestlé (esqueci de perguntar essa ao Paulinho). Hoje, também existe uma fonte de água mineral que fica fora do parque e é gratuita para a população (a mesma água que é engarrafada e distribuída).
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Outro atrativo é a maria-fumaça que leva os turistas de São Lourenço para Soledade de Minas, onde há uma feira de artesanatos muito variada e o melhor curau do Brasil. Um transporte somente para turistas, pois é muito caro.
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Fotos:
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=32828368 Cachaçaria Paraíso na rodovia que liga Cambuquira a São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34991895 Igreja matriz de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34992703 Vista da cidade de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34992728 Portal na entrada da cidade de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34992709 O prédio mais alto de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34991733 Capivara no Parque das Águas de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=32828412 Frente do Parque das Águas de São Lourenço
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143146&imageID=34992723 Hortênsias na Estrada de acesso a São Lourenço, em direção à Via Dutra.
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E onde está a poesia? Na casa de cultura de São Lourenço, por onde passei e soube de vários eventos literários programados. Convidaram-me para um lançamento do meu livro feito em parceria com Luhli (Conversa rimada) e eu sugeri ligar para eles para marcar uma data viável. Deixei um exemplar e o meu e-mail para contatos.
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Última parada prevista: Maringá de Minas.
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SÃO LOURENÇO
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Aqui, aprendi a gostar de Minas.
Do frango com quiabo, do angu,
do feijão tropeiro, do torresmo,
do café passado bem fresquinho,
da broa de milho com manteiga.
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Viagem de trem, Circuito das Águas.
Atravesso toda a Mantiqueira,
só para estar aqui contigo.
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Em ti eu revejo a minha infância
e volto a sorrir pra tudo que é simples.
A prosa na esquina, o fumo de rolo,
a cachaça dos teus alambiques.
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Ah, se eu soubesse o quanto sou tolo,
não te deixaria nunca mais,
querida cidade de Minas Gerais.
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Felipe Cerquize

ESTRADA REAL XIII

PAISAGEM DA JANELA NO HOTEL BÜHLER - MARINGÁ (MG)
MARINGÁ (MG)
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Saindo de São Lourenço, quem desce a Serra da Mantiqueira e pega a Via Dutra, no sentido Rio de Janeiro, passa por Itatiaia e, mais adiante, encontra a entrada para Penedo, uma linda cidade turística do Estado do Rio, por onde também se tem acesso a Visconde de Mauá e a Maringá, dois distritos que fazem parte do município de Resende (RJ). Ficam em um vale e, para se chegar a esses lugarejos, também é necessário atravessar a Serra da Mantiqueira, desta vez pela RJ-163, estrada muito boa até o sopé da montanha, a partir de onde, por quinze quilômetros, subindo e descendo, encara-se um caminho de chão que merece muito cuidado, principalmente em dias de chuva. Depois da travessia, o visitante desemboca em Visconde de Mauá e pode adentrar por esse distrito, se for para o lado direito. Se optar por ir para a esquerda, rodando mais cinco quilômetros, chegará a Maringá, que na verdade é um lugarejo geograficamente “esquizofrênico”, pois tem uma parte situada no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais. Para ir de um estado ao outro, basta atravessar uma pequena ponte para pedestres, de cerca de dez metros de comprimento.
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Optei por ficar em Maringá de Minas por três motivos: primeiro, porque lá tem muito mais atividades turísticas e agitação noturna do que em Visconde de Mauá, normalmente entregue aos grilos e a alguns bichos-grilos adeptos incondicionais da contracultura radical. Segundo, porque os cinco quilômetros de estrada entre Maringá e Visconde de Mauá estavam muito esburacados e, como cheguei no sábado para partir no domingo, seria uma perda de tempo desnecessária ficar em Visconde para ir a Maringá e voltar, pois lá é onde as poucas coisas da pacata região efetivamente acontecem.Terceiro, porque, apesar de serem lugarejos contíguos, existe uma enorme diferença entre Maringá do Rio de Janeiro e Maringá de Minas Gerais, já que no lado do Rio existem menos infraestrutura e mais desordem comercial, enquanto que no de Minas a natureza se faz presente com mais intensidade, sendo menos habitada e, talvez por isto, transmitindo a sensação de maior organização.
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Depois de todas as ponderações, hospedei-me no Hotel Bühler, um maravilhoso recanto que estava com preço de ocasião, por causa do turismo desaquecido daqueles dias de alta influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul. Entre o meio da tarde de sábado e o início da tarde de domingo, conheci as diversas opções de lazer no hotel em que fiquei, fiz um pouco de caminhada por trilhas existentes nas cercanias e passei por todo o comércio local, tanto do lado de Minas quanto no do Rio de Janeiro. À noite, juntei comida, diversão e arte, ao assistir um show de Victor Biglione na Pousada Terra da Luz, que fica em Maringá de Minas.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32809499 Cavalo estacionado em lugar permitido
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.editAlbumPhoto&albumID=2142474&imageID=32809542 Estrada principal de Maringá (MG)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32810586 Ponte que liga Maringá (RJ) a Maringá (MG)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32810642 Rio Preto, que separa as duas Maringá
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32810668 Vista do centro de Maringá (RJ)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32810482 Paisagem da janela (Hotel Bühler)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=32810523 Paisagem da varanda (Hotel Bühler)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2142474&imageID=35045997 Ipomoea purpúrea (Campainha; Corriola; Corda-de-viola; Bom-dia; Glória-da-manhã; Jitirana.)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143201&imageID=32829769 Centro de Visconde de Mauá (RJ)
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2143201&imageID=32829822 Centro de Visconde de Mauá (RJ)
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Na verdade, todo esse vale, independente de ter melhor ou pior acesso ou infraestrutura, é um local paradisíaco, em que o contato com a natureza supera quaisquer expectativas.Tinha na minha programação uma visita ao sítio de um ex-colega de trabalho, mas ficou impraticável por causa dos tais buracos na estrada (ele mora dez quilômetros adentro, para o lado de Visconde de Mauá). Então, às 14:00 h de domingo, deixei o paraíso, preparando-me para a dura realidade de uma rotina técnico-administrativa, que teria de enfrentar no dia seguinte, na empresa em que trabalho. Atravessei os quinze quilômetros de estrada de chão, que passam pela montanha e, antes de entrar na Via Dutra, passei por Penedo, na última ação resiliente para não perder tudo que me foi prazeroso naqueles dezoito dias de viagem. Cheguei a minha casa às 21:00 h daquele domingo, 1° de fevereiro de 2009, com tempo tão somente para distribuir alguns presentes, tomar uma banho e dormir.
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VALE DOS SONHOS
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O sonho realmente acabou
ou quem acabou fui eu?
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Se a estrada não fosse real,
o sonho não existiria..
Se o mundo somente girasse,
juro que eu piraria.
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E se um dia eu pirasse,
ou se o mundo acabasse,
iria viver num vale,
que está aqui na Terra,
mas que é imune a tudo,
inclusive ao fim do mundo,
pois fica além do horizonte,
justo detrás do monte,
sem que ninguém possa vê-lo,
sem poder sofrer juízo
por ser parte do Paraíso.
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Felipe Cerquize

28/04/2009

ESTRADA REAL XIV

CALIX BENTO - CAFÉ DO BECO - DIAMANTINA (MG)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando planejei essa minha viagem pela Estrada Real, fiz sem grandes pretensões. Queria tão somente conhecer um pouco das cidades históricas de Minas Gerais, porque essa era uma dívida comigo mesmo, já que considero ser esse o melhor estado da federação brasileira. Gosto de seu povo, com seu sotaque, sua esperteza ingênua e sua simplicidade. No final, o que tive nesses dezoito dias de viagem foi muito mais do que esperava ter. Conforme eu caía na Real, ia percebendo que a riqueza daqueles dias estava muito além do que eu havia planejado. Acabei me vendo envolvido numa trilha de escritores e de músicos, alguns famosos, outros nem tanto. Acabei curtindo o aroma do café passado na hora, a comida típica e seu temperos, a prosa despretensiosa de novos amigos, a arte pelas ruas como ideal de vida e a espontaneidade perdida na rotina do meu trabalho.

De tudo pelo que passei, ficaram alguns flashes que, tudo indica, sempre voltarão à memória: o organização impecável da cidade de Tiradentes. A chegada de maria-fumaça a São João Del Rei. Os Profetas de Aleijadinho, em Congonhas. Os sinos badalando incessantemente por causa da morte do Padre Simões, em Ouro Preto. A casa de Alphonsus de Guimaraens, em Mariana. Dona Dadá Lacerda, a voluntária literária de Itabira, que com orgulho mostrou para mim a riqueza cultural dos Caminhos Drummondianos. O Beco do Mota, em Diamantina, lugar que fez parte do meu imaginário juvenil. Cordisburgo e a “miguilim” Maryana Xavier” recitando a poesia “Saudade”, de João Guimarães Rosa. Três pontas e a Praça Travessia, em frente à casa de Milton Nascimento. São Lourenço e o resgate da minha infância por suas ruas de paralelepípedos. E, finalmente, Maringá, Visconde de Mauá e o melhor da natureza à minha disposição.

Ao terminar de escrever estas memórias, tudo ainda me era muito recente, com gosto de presente e não de passado. Com certeza, para cada ano que passar, maiores serão a saudade e a sensação de que poderia ter feito mais do que fiz, aproveitado mais do que aproveitei. O ser humano é assim mesmo: inconscientemente, põe sempre o passado ou o futuro em primeiro plano, em detrimento do presente. Superestima muito mais o que deveria ter feito e não o que fez. Apesar disso, acredito que estes registros de viagem, se bem utilizados, me ajudarão a minimizar essas distorções, pois compensam um pouco o esquecimento que vem com o tempo.


O QUE FICOU

Quanta história ficou para contar,
por mim e por toda essa gente boa.
Causos dos caminhos de Minas,
ritos em vielas clandestinas.

Ladeiras, becos e praças.
Mundo barroco,
santo do pau oco.

O sangue escorrendo pelo chão,
confundindo a cidade com o homem,
instigando a crença e o mito,
misturando a fumaça e o apito.

De tudo o que vivi em Minas,
ficou a poesia na minha memória,
ficou a canção da profissão inglória.

O ar, a poeira, a chuva, o vento.
O prazer de ter você ali comigo,
fazendo a releitura de nossas próprias vidas,
em dias de aventuras e noites bem-dormidas.

Felipe Cerquize

07/01/2009

UMA PARCERIA

Em maio de 2007, quando nasceu Aurora, filha de Júlia e neta de Luhli, o meu parceiro Gilvandro Filho me mostrou uma poesia que fez para ela e eu a musiquei. Para os que quiserem ouvir, o link é http://www.mp3tube.net/br/musics/Felipe-Cerquize-e-Gilvandro-Filho-Cantiga-para-o-nascer-da-Aurora/185051/

Abraços,

Felipe

CANTIGA PARA O NASCER DA AURORA
Música: Felipe Cerquize
Letra: Gilvandro Filho

O que é ser filho da lua?
O que é toda manhã nascer?
Sol que pelo mar flutua
O que é se deixar amanhecer?

O que é vir brincar na areia?
Sempre o mar a receber
Tecer a sua própria teia
O que é mesmo isso de viver?

Viver é deixar a lua cheia
Feito a areia beija o mar
É trazer dentro do peito
Sempre um jeito manso de se dar

É abraçar o sentimento
Mergulhar no sonho da vez
Eternizar cada momento
Não perder de vista Quem os fez

O que é mesmo ser estrela?
O que é ter luz, brilhar?
É vida que nos espera
Doce missão de amar