16/05/2011

ESTRADA REAL III

No dia 14 de maio, logo depois do café da manhã, saí do Solar dos Montes com destino a Lavras Novas, passando por Ouro Branco, que atualmente é a primeira cidade de Minas Gerais e a quadragésima do Brasil, conforme classificação pelo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios). Apesar do conceito, Ouro Branco é uma cidade com poucos atrativos turísticos relacionados à Estrada Real, exceto pelo fato de ser o município onde se localiza a casa onde viveu Joaquim José da Silva Xavier. À margem da rodovia que liga Conselheiro Lafayete a Ouro Branco está a casa onde morou Tiradentes, bem conservada, mas sem nenhuma vigilância armada ou desarmada. Qualquer um que chegue ao local pode entrar na casa e circular por seus quintais, varandas, porão, mezanino etc. Um absurdo, visto ser aquele um patrimônio de valor histórico incalculável.

Casa de Tiradentes em Ouro Branco (MG)

Fundos da casa de Tiradentes em Ouro Branco (MG)

Parte da casa de Tiradentes em Ouro Branco (MG)

Frente da casa de Tiradentes em Ouro Branco (MG)

Depois de mais ou menos meia hora, explorando a casa de Tiradentes, dei continuidade à viagem para Lavras Novas, que é um distrito de Ouro Preto a cerca de 30 Km do centro desse município. Para se chegar lá, é necessário sair da rodovia que liga Ouro Branco a Ouro Preto e seguir 7 Km numa estrada de barro muito vermelho, que, imagino, deva virar mingau em dia de chuva. A idéia, inicialmente, era passar por Lavras Novas somente para o almoço e um giro rápido pelo centro, mas esse distrito de cerca de 1000 habitantes é muito aconchegante e, por isto, resolvemos ficar um dia por lá. São várias lojas de artesanato, muitas pousadas, restaurantes e bares ao longo de uma rua de mais ou menos 3 Km de extensão. Apesar das muitas pousadas, poucas tinham vagas e só encontramos uma que fosse confortável e com preço acessível depois de quase uma hora de procura. Feito isto, tomamos banho, nos arrumamos e fomos a um almoço-jantar num dos dois restaurante italianos existentes no local. Chegamos às 18:00 h e saímos às 20:00 h com a ideia de passear um pouco pelas ruas para ver os artesanatos, mas qual não foi a nossa surpresa ao ver que, naquele horário, as lojas já estavam todas fechadas e os bares para turistas também. Nada de vida noturna por ali e, por isto, resolvemos dormir cedo para aproveitar o máximo do dia seguinte.
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O domingo foi realmente proveitoso, considerando nosso objetivo. Além do comércio turístico, Lavras Novas tem atrações naturais fantásticas, como grutas, cachoeiras, trilhas e diversos mirantes que permitem ver as montanhas verdes do Parque do Itacolomi, onde se situa o distrito. Caminhando pela rua principal, além dos cantores de MPB contratados dos bares, havia também gente da terra, em frente aos portões de suas residências, tocando algum instrumento musical. Foi o caso de seu Antônio, conhecido como “Chicrete Sanfoneiro”, que estava tocando uma sanfona de respeito, na varanda de sua casa, e para quem pedi algumas músicas (Filmei “Chicrete Sanfoneiro” tocando “Eu só quero um xodó”, de Dominguinhos. Assim que puser no You Tube, aviso).
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Loja de artesanatos em Lavras Novas (MG)

Quintal com roupas estendidas no varal - Lavras Novas (MG)

Com seu Antônio, o "Chicrete Sanfoneiro" - Lavras Novas (MG)

Um dos mirantes de Lavras Novas (MG)

Caminho para cachoeira e gruta - Lavras Novas (MG)

Outro mirante de Lavras Novas (MG)

Casa simples com flores bonitas no centro de Lavras Novas (MG)

Casa na rua principal de Lavras Novas (MG)

Nessa curtição toda, quando vimos, eram duas horas da tarde e já era tempo de voltar para o hotel, arrumar as malas e zarpar fora, antes que fosse obrigado a pagar uma nova diária. E assim foi. Às 14:30 h, estávamos encarando os 7 Km de barro vermelho, a fim de chegar à rodovia que nos levou até Ouro Preto.

PALAVRAS NOVAS
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Sempre é possível aprender,
a partir de gestos,
a partir de exemplos,
na forma de pôr as palavras,
Lavras Novas.
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Palavras novas
numa velha estrada,
mistura de tempos,
que muito me agrada.
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O horizonte à disposição,
visto de mirantes
que não vira antes.
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Vejo a natureza,
em seu esplendor,
passando por Lavras,
tentando palavras.
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Palavras novas,
numa velha estrada,
provocando pensamentos
que no fim vão dar em nada.
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Felipe Cerquize
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15/05/2011

ESTRADA REAL I

Cá estou eu, de novo, falando das minhas aventuras e desventuras pela Estrada Real.
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Saí de casa, hoje, por volta das 13:00 h, com destino a Santos Dumont (MG), distante cerca de 240 Km de Campo Grande, bairro em que moro no Rio de Janeiro. Sol a pino, trânsito tranquilo e a alegria de recomeçar. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o preço do pedágio na BR-040, que continua o mesmo de dois anos atrás, quando fiz a primeira viagem pela Estrada Real. Uma situação estranha e atípica neste país, onde tudo é motivo para reajuste e desserviço à população. Quando cheguei à última praça de pedágio (são três), perguntei à atendente quantos quilômetros eram dali a Santos Dumont e ela me disse faltarem cerca de 40 Km, mas que, antes disso, eu iria encarar um engarrafamento, logo depois de Juiz de Fora, devido ao tombamento de uma carreta na pista sentido Belo Horizonte. E foi assim que aconteceu. Fiquei meia hora parado, próximo de Juiz de Fora, esperando a liberação da BR-040 para continuar a viagem.
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Já passava das 16:30 h, quando o trânsito foi liberado. Mais meia hora e cheguei à entrada de Santos Dumont. Confesso que me bateu um certo desapontamento, quando avistei a cidade, um aglomerado de casas sem grande planejamento e sem evidências de relíquias arquitetônicas que me remetessem ao período colonial ou a alguma referência histórica notória. Adentrei pela via principal da cidade e a impressão foi de um município grande e desorganizado, não parecendo ter apenas os 40000 habitantes informados no site www.estradareal.org.br. Esse mesmo site cita algumas atrações turísticas, tais como um monumento com o avião 14 Bis e uma réplica da Torre Eiffel, ambos bastante depreciados e sem cuidados. Mesmo com essa impressão negativa, parei e perguntei sobre a localização do Villa Dumont, hotel com boa referência no Guia Quatro Rodas. Estava lotado. Os hotéis Campestre e Country São Luiz, duas outras referências, também estavam sem vaga, consequência de novos projetos que estão levando à ocupação de todos os hotéis por técnicos da Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio, produtora de ferro e silício metálico, que são exportados para vários países. Já estava escurecendo e, sem alternativas, perguntei à recepcionista do Country São Luiz onde haveria a possibilidade de me hospedar por perto e ela me indicou o Hotel Chalé de Minas, 25 Km adiante, na BR-040, já em Correia de Almeida, que é um distrito do município de Barbacena. Diante da falta de alternativa e com o impacto da primeira impressão, resolvi seguir para o hotel sugerido, onde estou agora. De bom, quando cheguei ao hotel, foi o jantar bem mineiro que comi no restaurante. Um virado com arroz, linguicinha e carne, acompanhado de uma deliciosa costelinha de porco e um ovo frito com gema mole. De sobremesa, um magnífico curau de milho verde.

Hotel Chalé de Minas - Correia de Almeida (MG)

Restaurante Panela de Minas - Correia de Almeida (MG)
.Esses foram os primeiros quilômetros dessa minha viagem. Como o destino quis assim, amanhã, irei com minha mulher até a casa de uma prima dela, que mora aqui em Correia de Almeida e depois sigo para Cristiano Otoni e Conselheiro Lafayete.
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Abraços!

VOO BAIXO
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Santos Dumont:
sobrevoei a cidade
e vi sua realidade.
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Nem tudo são flores
no mundo real.
Nem tudo são cores
no mundo virtual.
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Passei voando baixo
e só vi o que não quis:
vento forte como a brisa,
Eiffel com jeito de Pisa
e o avião 14 Triz.
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Felipe Cerquize
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ESTRADA REAL II

Depois da impressão negativa que tive da cidade de Santos Dumont e de uma noite de sono na pousada Chalé de Minas, o dia de ontem começou meio indefinido, mas terminou de forma soberba. Depois do café da manhã, atravessei a BR-040 a pé para ir a CORREIA DE ALMEIDA com minha mulher, a fim de visitar uma prima que ela não via há quase trinta anos. Correia de Almeida é um distrito de Barbacena e me lembro de ter ido lá, na década de 80, com minha então namorada, para uma visita a essa prima. Hoje, ela trabalha com fornecimento de quentinhas para empresas da região e também serve refeições num pequeno restaurante ao lado da casa em que mora. Conversa de mais ou menos uma hora para depois atravessarmos de novo a Rio-Brasília, acertarmos as contas na pousada Chalé de Minas e picarmos a mula.
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A próxima parada, pela rota que tracei, seria Cristiano Otoni, porém, mais uma vez, o inesperado aconteceu, mas dessa vez favoravelmente. Um pouco antes de chegarmos a Cristiano Otoni, vimos a propaganda de um hotel fazenda chamado Pedra do Sino. Resolvi parar para conferir como era o estabelecimento, se havia vagas, qual era o preço, etc. Paulo, o atendente, deu as boas-vindas de praxe e disse que não seria possível a hospedagem sem reserva e no meio da semana, já que os empregados do hotel trabalham por demanda contratada previamente. Conversa vai, conversa vem e o Paulo falou que, se quiséssemos ficar numa cidade histórica pequena, perto dali estava SANTANA DOS MONTES, inclusive com bons hotéis que aceitariam hospedagem no meio da semana, sem reserva. Da forma como ele colocou, pareceu ser realmente interessante e, então, decidimos ir até o pequeno lugarejo para conhecê-lo. Acertamos em cheio. Santana dos Montes fica a cerca de 20 Km da BR-040, tem mais ou menos de 3000 habitantes e uma preservação histórica que não é comum de se ver. Existe uma linda praça arborizada, com aproximadamente 300 metros de extensão, em que todas as casas no seu entorno são preservadas conforme arquitetura original de 200/300 anos atrás, com reboco de parede e pintura de fachada impecáveis. Uma pousada situada nessa praça, chamada Solar dos Montes, nos chamou a atenção. Ao entrarmos para conhecê-la, ficamos encantados e decidimos nos hospedar ali. Como Cristiano Otoni, Conselheiro Lafayete, Itaverava, Catas Altas da Noruega e Piranga, cidades do meu roteiro, são relativamente próximas de Santana dos Montes, resolvemos fazê-la de base por dois dias, para conhecer toda essa região.
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Logo depois de jogarmos nossas bagagens no quarto, pegamos duas bicicletas do hotel e fomos conhecer os arredores da cidade. Depois de pedalar quase cinco quilômetros, em estrada de chão, chegamos à Cachoeira do Santinho, uma queda d'água maravilhosa, que curtimos um pouco, antes de retornar ao centro da cidade, naturalmente passando por outros lugares diferentes dos da ida. À noite, conheci o dono da pousada em que ficamos. É um sociólogo chamado José Maria Medina, argentino exilado pela ditadura de seu país, no início dos anos 80, mas que decidiu permanecer no Brasil, trabalhando, atualmente, como consultor para a Vale e outras grandes indústrias. Muito bom papo e um admiradador da música brasileira, o que facilitou a conversa. Falamos um pouco sobre cantores e compositores que atualmente estão próximos de mim e de tantos outros talentos que estão ou estiveram conosco nesta vida terrena que Deus nos vem permitindo. Depois de quase duas horas de prosa e alguns cafés, tiramos o time de campo, para ficar inteiro e com disposição, no dia seguinte.

Solar dos Montes - Santana dos Montes (MG)

Centro histórico de Santana dos Montes (MG)

Cachoeira do Santinho - Santana dos Montes (MG)

No caminho para a cachoeira do Santinho - Santana dos Montes (MG)

Carro de boi em Santana dos Montes (MG)

No dia seguinte (13 de maio), acordamos , tomamos um café da manhã caprichado (próxima refeição prevista, só à noite) e saímos para visitar as cidades próximas, que mencionei acima. Foram mais ou menos seis horas para conhecê-las e, no resumo da ópera, tivemos o seguinte:
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CRISTIANO OTONI
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Uma cidade bem pequena, à margem da BR-040, sem grandes atrativos turísticos. Um antigo leito de estrada de ferro, algumas cachoeiras, algumas pequenas igrejas, um cruzeiro e a estação ferroviária tombada pelo patrimônio histórico municipal são as suas atrações.

Centro de Cristiano Otoni (MG)
CONSELHEIRO LAFAYETE

Cidade de porte médio, mas também com poucos atrativos turísticos relacionados à Estrada Real e ao período colonial no Brasil. Igrejas, cachoeiras, uma enorme estátua do Cristo na entrada da cidade e outra no seu interior são seus principais atrativos. Existe, também, a chamada Lagoa da Água Preta, que faz um efeito ótico interessante quando se forma neblina na sua superfície. Acabei utilizando a cidade mais como passagem para chegar a Itaverava e Catas Altas da Noruega.

Vista de Conselheiro Lafayete (MG)

Cristo na entrada da cidade de Conselheiro Lafayete (MG)

Cristo em local turístico no centro de Conselheiro Lafayete (MG)
ITAVERAVA

Com cerca de 7000 habitantes, a maior parte das atrações turísticas concentram-se no centrão da cidade. Uma elas é o casarão do padre Taborda, um prédio com mais de trezentos anos, infelizmente sem estar bem preservado, devido a brigas entre o governo do município e os herdeiros do casarão. A Matriz de Santo Antônio, também com mais de trezentos anos, fica ao lado do casarão e um de seus atrativos são as pinturas feitas pelo mestre Atahyde no seu interior. Próximo ao casarão e à igreja, existe um solar todo reformado, que serviu ao primeiro governador de Minas Gerais e hoje é propriedade privada, pertencente à família Nogueira (na sua fachada, está escrito Solar dos Nogueira"). Pela trilha dos poetas, vale destacar que Marília de Dirceu viveu mais de vinte anos de sua vida em Itaverava, numa fazenda afastada cerca de 5 km do centro da cidade e que hoje não existe mais.


Casarão do padre Taborda - Itaverava (MG)

Solar dos Nogueira - Itaverava (MG)

CATAS ALTAS DA NORUEGA

No centro da cidade, são poucos os atrativos, numa cidade com cerca de 4000 habitantes. Duas igrejas (uma sendo restaurada) e um museu referendando pessoas ilustres da cidade de outras épocas. Fora isto, cachoeiras e picos que não cheguei a conhecer.

Igreja de Catas Altas da Noruega (MG)

Museu de Catas Altas da Noruega (MG)
Também estava no meus planos conhecer PIRANGA, que fica 40 Km além de Catas Altas da Noruega. Porém pelo adiantado da hora e levando em conta que o guia, pelo qual estava me baseando, não dava destaques especiais para as atrações dessa cidade, decidi por fazer o caminho de volta para Santana dos Montes, passando pelas mesmas cidades, mas sem parar.

.É isso, meus amigos. A próxima parada pretendida é Ouro Preto, cortando caminho por Conselheiro Lafayete e passando por Ouro Branco.
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Abraços!

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NOVAS MANHÃS

A graça de um novo dia
está na bem-vinda surpresa
de uma suposta beleza
em algo que ainda não vimos.

É por isso que insisto
em querer novas manhãs
rodando por esses caminhos,
sem saber o que virá.

É por isso que exijo
novas curvas na estrada.
Talvez não levem a nada,
o futuro é que dirá.

A graça de um novo dia
está nos erros da gente.
Eu erro os mesmos caminhos,
de maneira diferente.

Felipe Cerquize

09/05/2011

VISITA AO ESTÚDIO DE ROBERTO MENESCAL

Ontem, passei o dia com Roberto Menescal, no estúdio dele na Barra da Tijuca. O Menesca é um ponto fora da curva, pois é de uma simplicidade muito difícil de se ver em pessoas que conquistaram o reconhecimento profissional que ele tem.
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Cheguei mais ou menos às 11:00 h na ilha onde se localiza seu estúdio, num barquinho exclusivo (tudo a ver). Batemos um papo inicial e, em seguida, ele me levou para conhecer as salas de gravação, me mostrou a sala com uma infinidade de CDs gravados pela Albatroz e depois fomos almoçar uma comida caseira, feita por uma menina que trabalha lá mesmo. Na parte da tarde, ficamos no escritório dele e esticamos um papo de quase três horas, trocando mil ideias, não só sobre atividades artísticas, mas também sobre as relações imperiosas que o mundo moderno nos impõe, sobre a deseducação com que evolui a nossa sociedade e uma porrada de outros assuntos. A forma igual como ele trata as pessoas as leva a acreditar que estão com um amigo de infância e eu me senti totalmente à vontade, mesmo sabendo da enorme distância que nos separa.
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A simplicidade e solidariedade do Menescal é tamanha, que, no final da tarde, quando já estávamos nos preparando para pegar o barquinho de volta para o continente, ele me disse que iria me enviar mais uma canção para eu letrar. Vocês não imaginam a emoção deste reles mortal ouvindo isto de um ícone de quem assoviava as canções, quando voltava da escola para casa com meus 17/18 anos de idade. Este, realmente, foi um dia inesquecível para mim.

Chegada ao estúdio de Roberto Menescal

Menescal numa das salas do estúdio
 
Com Menescal numa das salas do estúdio

03/05/2011

AQUARELAS E QUERELAS - GEORGE ISRAEL E CERQUIZE

George Israel e Felipe Cerquize
No link http://snd.sc/mlo1hK  e no Sound Cloud, no topo desta página, está uma parceria com George Israel. Abrindo o link, basta clicar na seta para ouvi-la.
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AQUARELAS E QUERELAS
Música: George Israel
Letra: Felipe Cerquize
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Passatempo, cata-vento,
alegria lúdica.
Trilhas, trelas, aquarelas,
tom cortês na música.
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Então parar, beber o mel,
aquecendo os sonhos de Paris.

Lança-chamas, turbilhão,
lucidez esquálida.
Passos coxos, seixos roxos,
picardia cálida.
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Passatempo, cata-vento,
alegria lúdica.
Trilhas, trelas, aquarelas,
tom cortês na música.
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Então andar, cuspir o mel,
esquecendo os sonhos de Paris
.
Então parar, beber o mel,
aquecendo os sonhos de Paris.
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29/04/2011

ENERGIA FELIZ - MENESCAL E FELIPE CERQUIZE

Felipe Cerquize e Roberto Menescal
Roberto Menescal acaba de me enviar uma versão da nossa parceria "Energia feliz", gravada na voz dele. Para acessar e ouvir essa gravação, acesse o Sound Cloud no topo desta página (basta clicar na seta) ou clique no link  http://snd.sc/iSKgMR .

Espero que seja do agrado de vocês.

ENERGIA FELIZ
Música: Roberto Menescal
Letra: Felipe Cerquize
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A felicidade pode dizer
quantas ondas há no mar,
quantos barquinhos
vão a navegar.
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Quantos grãos estão na areia,
quantas nuvens vão no ar,
quantas gotas de chuva
deixam o arco-íris brilhar.
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O sol de uma linda manhã
faz acontecer
Os seus olhos claros
encontram os meus.
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Ah!
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Uma energia feliz
que navega até o entardecer.
entre estrelas-do-mar
que ascendem e ficam no céu.
 .
Simplesmente,
não haverá o amor
se não houver uma nova manhã
esperando por nós
sem que possamos perceber.
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Ah!
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A felicidade poderá (repetidas vezes
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24/04/2011

A MORTE DE ABILIO MANUEL


Somente hoje, fiquei sabendo do falecimento do amigo Abilio Manuel, vencedor de vários festivais universitário da década de 1970 e autor de diversos sucessos na MPB, entre eles "Pena verde", "Luiza Manequim" e "América morena". Na foto desta mensagem, estamos juntos num encontro que aconteceu em São Paulo, em junho de 2007, três anos antes de seu falecimento. Uma grande perda.

PRÊMIO MUNDIAL DE POESIA NÓSSIDE 2011


A secretária do Prêmio Mundial de Poesia Nósside para o Brasil, Rosalie Gallo, acaba de me enviar o regulamento e a ficha de inscrição para a versão 2011 do referido prêmio. Trata-se de um concurso plurilinguístico, com sede na Itália, do qual participei e fui um dos premiados, em 2010.

Conforme expresso na cláusula II do regulamento, não poderei participar nos próximos dois anos, por ter sido um dos contemplados na categoria Mencionados Especiais. Independente disso, vejo esta como sendo uma ótima oportunidade para todos os poetas brasileiros, visto ser um prêmio de reconhecimento internacional.

São três categorias: 1.Poesia escrita, 2.Poesia em canção e 3.Poesia em vídeo. A minha classificação, em 2010, foi na categoria "Poesia em canção", com a música Flor do tempo (ouçam a canção, na voz de Kiko Furtado, clicando aqui ).

Sugiro a todos os poetas que se inscrevam, pois é uma oportunidade rara para divulagação de seus trabalhos no âmbito mundial. No anexo, estão o regulamento completo e a ficha de inscrição. Para mais informações, acessem os sites http://www.nosside.org/  e  http://www.centrostudibosio.it/  
Abraços e boa sorte aos que se dispuserem a participar.

21/04/2011

SONETO PARA TIRADENTES*

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Confundo a cidade com o homem,
confundo o homem com o conjurador.
Fecharei tuas ruas antes que as tomem,
juntarei meus versos com a tua dor.

Romanceiros, poetas da Inconfidência,
sigo o rastro de teus apontamentos.
Meu suicídio é no cadafalso da inocência
e nas gotas de lágrimas de teus lamentos.

Por aqui passaram mártires com sonhos,
por aqui passaram padres, poetas e loucos,
por aqui passou a liberdade em sementes.

Por aqui passam muitos imbecis bisonhos,
por aqui passam tantos, mas são poucos
que desfrutam do sol de Tiradentes.

*Poesia e foto do livro "Pelos caminhos da Estrada Real"
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12/04/2011

NOVA PARCERIA COM MÁRCIO BORGES

Concluída mais uma parceria com o mestre Márcio Borges. Disponibilizo a letra, abaixo, mas ainda não posso publicar a canção. Porém, se alguém tiver interesse em ouvir, é só pedir que envio.

Com Márcio Borges no Festival de Inverno de Ouro Preto
O AMOR ME PEDIU
(Felipe Cerquize e Márcio Borges)

um instante maestro
o poema saiu
da neblina
num toque
num sestro
..
pare tudo um instante
outra flor abrirá
na emoção
de uma voz
que a cante
..
considere
a nobreza do gesto
considere o compasso
o tempo da rima
o amor me pediu
uma orquestra
um clima

um instante maestro
o poema saiu
da neblina
num toque
num sestro

pare tudo um instante
outra flor abrirá
na emoção
de uma voz
que a cante

considere
a beleza do ato
considere o abraço
que se aproxima
o amor me pediu
para o tom
ser acima

07/04/2011

DECÁLOGO PARA SOBREVIVÊNCIA NUMA SOCIEDADE HOSTIL

Diante dessa tragédia inconcebível, que aconteceu aqui na Zona Oeste do Rio de Janeiro, separei um decálogo que é parte do livro inédito "Ensaio sobre a humanidade", que continuo escrevendo e pretendo lançar, um dia. O capítulo em que está esse decálogo chama-se "Família e sociedade".

Já que Deus não impediu o massacre de crianças inocentes, Ele tem, agora, a obrigação de lhes reservar a melhor parte do Paraíso e também de ajudar essas famílias a absorverem o trauma de forma equilibrada. A Sua ausência ininteligível me permite esta blasfêmia.

...
...
DECÁLOGO PARA SOBREVIVÊNCIA NUMA SOCIEDADE HOSTIL
..
1. Devem-se ignorar as intenções contrárias dos poderosos. Caso não exista alternativa, somente aceitá-las até que haja forças suficientes para se contrapor a elas, sempre procurando equilibradamente essas forças.  

2. Em caso de clima social insuportável, jogar todas as submissões pelos ares, semear os conceitos mais certos e refugiar-se em comunidades que se oponham àquelas consideradas inconcebíveis.

3. Evitar a alienação como protesto às arbitrariedades encontradas no seu dia-a-dia. Para tal, é necessário manter forte personalidade, como forma de não se derrocar.

4. Se não houver um comportamento desejável em todos os grupos sociais humanos existentes na face da Terra e a sua personalidade não permitir participação objetivando mudanças, não fazer disto o fim, mas o motivo para o início de uma situação extraordinária. Neste caso, criar um mundo particular não é loucura, mas libertação, desde que não haja violência ou influências para alienação de massa.

5. Não ser uma pessoa hostil, de forma generalizada e aleatória. Procurar formar sólidas amizades ou deixar que elas ocorram espontaneamente, sem que recalques ou traumas decorrentes de outros convívios impeçam-nas.

6. Instruir-se. Não deixar a incultura ser o motivo das aceitações. Conscientizar-se do histórico de sua sociedade para saber as cargas que a fazem do modo como ela é.

7. Ver na família o início da organização social, procurando a transigência, respeitando todos os seus membros, dando e recebendo liberdades de forma pacífica e sem atropelos recíprocos.

8. Proceder calmamente na busca da solução para problemas a princípio considerados insolúveis. Os conflitos internos podem perfeitamente ser resolvidos, quando se tem a possibilidade de compartilhá-los.

9. Valorizar as próprias atitudes, com a presença do bom senso, avaliando igualmente os críticos desse comportamento.

10. Dar importância às mínimas ações naturais ou artificiais que lhe envolverem, pois a percepção de atos sutis pode viabilizar a consolidação de grandes ideias.

05/04/2011

ODARA - NOVO ROMANCE DE MÁRCIO PASCHOAL

Acabo de voltar da noite de autógrafos de Márcio Paschoal, que lançou o romance Odara (Editora Record), na livraria Argumento do Leblon (RJ). Fiquei impressionado com o número de pessoas presentes. Roubando o slogan da campanha do César Maia, afirmo com convicção que "Esse cara é bom!".

Devido à distância que moro da Zona Sul do Rio e também por causa de dois mega engarrafamentos (um na Grota Funda e outro na Av. Miemeyer) acabei chegando mais tarde. Mesmo assim, ainda havia muita gente presente.
..
Peguei meu exemplar, com uma dedicatória de irmão, e aproveitei para deixar claro que, um dia, se Deus quiser, ainda vou ser um escritor igual a ele. E não estava brincando, não. Já li três livros do Márcio, inclusive a biografia de João do Vale. Todos ótimos de ler. Abaixo, um flagra do amigo em mais um apogeu literário.
..
Valeu, Márcio! Muito honrado por poder ter mais um trabalho seu em mãos. Começo a ler já.


Márcio Paschoal autografando meu exemplar de Odara


04/04/2011

SALVAGUARDA - PEDRO MORENO E FELIPE CERQUIZE

O parceiro Pedro Moreno, residente em Madri, lançará, este mês, um novo CD. Entre as músicas selecionadas por ele, está a nossa parceria "Salvaguarda", para a qual preparou o vídeo que encabeça esta página ( Veja também no link http://www.youtube.com/watch?v=ZXhl6nT2ceI ). Da minha parte, muito orgulho por saber que uma voz brasileira estará cantando e divulgando uma parceria de brasileiros em solos europeus.
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SALVAGUARDA

Música: Pedro Moreno
Letra: Felipe Cerquize.
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Nenhuma forma de tristeza
vai me convencer.
O amor perfeito e o crime justo
hão de existir.
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Nenhuma forma de agonia
viverá em mim.
Na ilusão, vejo a esperança
com chances de ser.
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Nenhum tipo de pesadelo
vai me despertar.
As sempre-vivas do meu éden
não me enganarão.
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Nenhuma ponte salvaguarda
ruirá em nós.
Não vejo as páginas viradas,
só as que virão.
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31/03/2011

MIRANTE - A NOVA WEB RAPSÓDIA DO GRUPO SPETÁCULOS

Hoje, o grupo Spetáculos estreia a web rapsódia MIRANTE e a música de abertura é uma parceria minha com Eduardo Franco, que se chama "A terceira Lua". Quem quiser acompanhar essa nova minissérie da Spetáculos, basta acessar o site http://www.spetaculos.com.br e seguir as orientações.

Para ouvir "A terceira Lua", clique AQUI

A TERCEIRA LUA
Música: Eduardo Franco
Letra:     Felipe Cerquize

Jasmim-manga correu sua sombra
e o sereno caiu como gota.
Luzes pelo céu do interior
e o silêncio pelo céu da boca.

Quantos versos preciso dizer
para ver a sua pele nua?
Quantas luas precisam brilhar
pra provar que esta manhã é sua?

Lua cheia pelo fim maio,
entre nuvens fugazes de outono.
Não existe esse seu abandono
porque sua solidão tem dono

Do desejo é capaz de brilhar
a luz da terceira Lua Cheia.
Mais azul do que a que clareia
O caminho que preciso errar.

27/03/2011

APRESENTAÇÃO DE "CADA UM POR SÓ" - 26/03/2011


Ontem, houve uma festa na empresa em que trabalho e, como prata da casa, fui convidado para a apresentação de uma canção de minha autoria. Decidi por cantar "Cada um por só", um baião que me ajuda muito no trato com o público. Quem me acompanhou na apresentação foi a banda Rio Babilônia, contratada para a festa. O resultado pode ser visto no link http://www.youtube.com/watch?v=aOWjSUlYWAk

25/03/2011

PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL

Meus amigos, começa a nascer o livro "Pelos caminhos da Estrada Real", que pretendo lançar ainda este ano. Abaixo, está um trecho do prefácio preparado por Fernando Brant, trecho este que também será exposto na contracapa.

Ao Fernando, quero agradecer de coração por ter aceito o convite para colaborar com esse trabalho. Certamente, as pessoas verão o livro deste humilde escriba com outros olhos, quando testemunharem presença tão ilustre, não só como avalista, mas também como parte do enredo.

CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIÁ-LA
Contracapa com trecho do prefácio de Fernando Brant


12/03/2011

PRÊMIO NÓSSIDE

ENTRE OS PRÊMIOS RECEBIDOS ESTÁ ESTA PLACA EM PRATA

25 e 26 de novembro tornaram-se dois dias inesquecíveis, para mim. Estive na Itália, Reggio Calabria, onde fiz duas apresentações da minha canção FLOR DO TEMPO, contemplada na categoria "Poesia em Canção" pelo Nósside, prêmio internacional plurilinguístico, cuja organização é sediada nesse país. A primeira apresentação foi no programa da TV Reggio, no dia 25. A segunda aconteceu na solenidade de entrega do prêmio, no Palácio Campanella, no dia 26. Saber que meu trabalho artístico estava sendo exibido para toda a Itália, como parte de uma premiação literária internacional, foi, realmente, um momento único.

Uma cópia da entrevista completa com os ganhadores do prêmio Nósside na TV Reggio me foi entregue de presente. Além disso, filmei minha apresentação durante a entrevista e no cerimonial de entrega do prêmio. O link para audição do trabalho premiado é  http://www.goear.com/listen/c885e92/flor-do-tempo-musica-e-letra-felipe-cerquize .


FLOR DO TEMPO

Acostumado a brincar
com as bolas de gude
e os piões a rodar.
Muitos já perceberam
que eu sou um adulto
que vive a brincar.

Como vai você?
Como está você?
Você já cresceu?

Hoje brinco de sofre-quem-pode
e nessa não vale chorar.
A pior brincadeira
é o pega-pega na frente do bar.

Passe o anel,
olhe o pai-joão.
Você já pensou?

Terra gira e brinca,
sofre-quem-pode,
as pipas no ar,
os pegas no bar.

De hoje para amanhã,
quando acordar,
pare de brincar,
alguém vai falar.

Fico com anseios,
querendo tudo na varanda dos desejos,
olhando as moças do futuro que não beijam,
olhando os arcanjos nobres que não vejo.

Aquela flor é digna de se pisar,
mas esse gosto não é meu.

09/03/2011

ENCONTRO COM BRANQUINHO EM TRÊS PONTAS

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No Carnaval, fiquei em São Lourenço. Na terça-feira, aproveitei para dar uma esticada até Três Pontas, para encontrar com o amigo e parceiro Heitor Branquinho. Passamos uma tarde super agradável, entre petiscos, cervejas e uma garrafa de vinho chileno, que o Heitor abriu pra mim (Abrir um vinho chileno para uma pessoa que chega à sua casa, realmente, é um sinal de amizade da boa). No final da tarde, fomos até a avenida principal de Três Pontas para ver um pouco do Carnaval de lá, mas, antes disso, fui com Heitor até a Praça Travessia, que fica em frente à casa de Milton Nascimento, para tirarmos umas fotos para guardar de recordação. Abaixo, estão três registros desse nosso encontro: o primeiro, na casa dele, com toda a trupe, o segundo, na Praça Travessia e o terceiro, na folia de Três Pontas.

Obrigadão pela acolhida, Heitor. Como já bem disse Fernando, "amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito" e o seu lugar,aqui na minha caixa torácica", com certeza, já é fato.

Ana Clara, Túlio Cerquize, pai de Branquinho, Felipe Cerquize,
Nilza Cerquize, Heitor Branquinho e Claudia Machado

Felipe Cerquize e Heitor Branquinho na Praça Travessia,
tendo ao fundo a casa de Milton Nascimento

Marchinhas sendo tocadas no carnaval de rua de Três Pontas




04/03/2011

3º LUGAR EM CONCURSO DE MARCHINHAS DE CARNAVAL



Felipe Cerquize e Célio Mattos
 O conurso de marchinhas do Clube dos Compositores do Brasil reuniu 841 marchinhas. BOLA CHEIA, parceria minha com Célio Mattos, classificou-se em terceiro lugar.

Para saber mais detalhes sobre o concurso, acesse o link http://www.clubedoscompositores.com.br/concurso_marchinhas/concurso_1.asp .

Para ouvir BOLA CHEIA acesse http://www.goear.com/listen/e133326/bola-cheia-celio-mattos-e-felipe-cerquize

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MENSAGEM NO SITE DO CLUBE DOS COMPOSITORES

RESULTADO FINAL DO PRIMEIRO CONCURSO DE MÚSICAS DE CARNAVAL DO CCB!

Alô, pessoal! Obrigado por participar, nosso concurso é um sucesso! Recebemos 841 músicas, fora dezenas de letras que, infelizmente, não puderam concorrer pois o concurso era de músicas prontas. Brevemente lançaremos novo concurso de parcerias. Foram Pré-selecionadas 30 músicas e, dentre as 30, saíram as 3 músicas vencedoras.

AS VENCEDORAS

1° Lugar - Roberto Travassos - Crazy frevo
2° Lugar - Márcia Distasio - Revivendo
3° Lugar - Célio Mattos e Felipe Cerquize - Bola cheia

AS 30 PRÉ-CLASSIFICADAS
(em ordem alfabética, sem classificação)

01) Adriano botelho - Dilma
02) Antonio Corgosinho - Só um harém me satisfaz
03) Armandinho Souza - A revolta dos maridos
04) Ary Leal do Canto - Bestas feras
05) Barony Alves - As lágrimas que chorei
06) Celio Mattos e Felipe Cerquize - bola cheia
07) Clovis Leal - O alcomóvel
08) Edilson Rufino - Mainha
09) Eduardo Malafaia - Taí, alalaô
10) Elier Santos e Helcio Fantato - Baile da saudade
11) João Muniz - Jiripoca
12) Euripedes Neto - Futebol também é fantasia
13) Helcio Fantato - Pobrema
14) Helio Gomes Coelho - Cachaça
15) Ivo Menezes e Conceição Colavolpe - As gostosinhas
16) Jeova rodrigues - O samba e o Carnaval
17) João Muniz - A submissa
18) José Caetano Filho - Samba no pé
19) José Walter Vieira (zé walter) - Cinderela
20) Márcia Distasio - Revivendo
21) Nivaldo Helio de Souza - Se pode ou se não pode
22) Orismar Marques Zumbi
23) Orlando Grimaldi - Vem vê verão
24) Otami Oliveira Porpino - A vuvuzela da Maria
25) Rair Santos - Missão dada é missão cumprida
26) Roberto Travassos - Crazy frevo
27) Sergio Barata - QI de palhaço
28) Sergio Di Lima - Meu bilau
29) Sidônio - Marchinha da aranha
30) Waldyr Argento Junior - Homem que é homem

10/02/2011

CRONOLÓGICO DE ATIVIDADES ARTÍSTICAS

FELIPE CERQUIZE

1996: lançamento do livro RHUMOR, coletânea de contos classificada pela comissão julgadora do Prêmio Nestlé de Literatura no ano de seu lançamento;

1997: classificação em segundo lugar no concurso de contos da Faculdade Educacional Unificada Campograndense (RJ) com a obra PRESSÁGIO;

1999: lançamento do CD LÉGUAS (MPB), com apresentação do compositor Guttemberg Guarabyra;

2001: participação com o conto VAI AMAR A LIBERDADE no livro EXCELÊNCIA LITERÁRIA, lançado na X Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro;

2003: classificação em primeiro lugar no concurso de poesias da Faculdade Educacional Unificada Campograndense (RJ) com a obra POEMA TRANSVERSO;

2003: classificação em sexto lugar no Festival Internet de Música Popular do Clube dos Compositores do Brasil com a música APÁTICO PACTO, selecionada entre as mais de 1600 canções concorrentes;

2004: classificação em sexto lugar, no Concurso Internacional de Poesia Livre Celito Medeiros com a obra SONETO ALITERADO;

2005: lançamento livro CONTOS SINISTROS na XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro (Litteris Editora);

2007: classificação em primeiro lugar no concurso BALADA DO IMPOSTOR, promovido pelo poeta GERALDO CARNEIRO, com um texto sobre a morte de PAUL MCCARTNEY;

2007: lançamento do livro de poesias CONVERS@RIMADA, em parceria com a cantora, compositora e poetisa LUHLI, na XIII Benal Internacional do Livro do Rio de Janeiro;

2007: classificação em primeiro lugar no concurso de poesias da Faculdade Educacional Campograndense (RJ) com a obra COMO NOSSOS FILHOS;

2008: menção honrosa recebida da UNIÃO BRASILEIRA DOS ESCRITORES pelo livro CONVERSA RIMADA;

2008: menção distinta no prêmio internacional NÓSSIDE (Itália), apoiado pela UNESCO, com a “poesia em canção” intitulada A CADA PASSO;

2008: finalista do prêmio internacional HOLLYWOOD MUSIC AWARDS, que aconteceu em Los Angeles (EUA) com a música MEDIDA, parceria com Felipe Radicetti;

2008: classificação entre os dez primeiros no concurso Literatura pelo Celular, promovido pela FLIPORTO 2008;

2009: classificação em primeiro lugar no concurso de microcontos 140 LETRAS;

2009: menção no prêmio internacional NÓSSIDE (Itália), apoiado pela UNESCO, com a “poesia em canção” intitulada ATO INFINITO;

2009: classificação em terceiro lugar no concurso de poesias da Faculdade Educacional Campograndense (RJ) com a obra intitulada SEMÂNTICA;

2010: classificação entre os dez primeiros no concurso de microcontos do Blog do Noblat (O Globo);

2010: seleção do concurso Mínimos Contos (Simpósio Internacional dos Contadores de História) para publicação em E-book;

2010: classificação entre os dez primeiros no concurso TOC 40 da FLIPORTO 2010 com a poesia MORTE E VIDA;

2010: menção especial no prêmio internacional NÓSSIDE (Itália), apoiado pela UNESCO, com a “poesia em canção” intitulada FLOR DO TEMPO;

2011: terceiro lugar em concurso de marchinas de carnaval do Clube dos Compositores do Brasil com a marchinha BOLA CHEIA, parceria com Célio Mattos.

Como melodista e letrista, possui mais de trezentas obras, incluindo parcerias com ANA TERRA, ANIBAL BEÇA, CÉLIO MATTOS, CLAUDIO NUCCI, FELIPE RADICETTI, GEORGE ISRAEL, HEITOR BRANQUINHO, JUCA FILHO, KIKO FURTADO, LUHLI, LUIZ CARLOS SÁ, MANO MELO, MÁRCIO BORGES, MURILO ANTUNES, NILSON CHAVES, PHILIPPE BADEN POWELL, ROBERTO MENESCAL, TAVITO, TONINHO VAZ e ZÉ ALEXANDRE, entre outros.