20/07/2011

LANÇAMENTO DO CD "CHORA BAIÃO" - ANTONIO ADOLFO

Acabo de chegar do lançamento do CD "Chora Baião", do mestre Antonio Adolfo. Na volta para casa, vim escutando no carro e achei excelente. E não era para ser diferente, muito menos surpreendente,considerando o que eu conheço de canções e gravações instrumentais do Antonio. Basicamente, são músicas do Chico Buarque, do Guinga e do próprio Antonio. Do Chico, são quatro (Além das só dele, uma em parceria com Guinga). Do Guinga, são cinco (Além das só dele, uma com Chico, uma com Aldir Blanc e outra com Celso Viáfora). Do próprio Antonio Adolfo, são duas só dele. Somente duas são cantadas no CD: "Você, você" e "A ostra e o vento" (somente solfejo), ambas por Carol Saboya. Abaixo, o repertório completo e, logo em seguida, algumas fotos tiradas no evento. Para ver o vídeo feito pelos organizadores do lançamento, clique AQUI.

1.Dá o pé, loro (Guinga)
2.Nó na garganta (Guinga)
3.Chora baião (Antonio Adolfo)
4.Você, você (Guinga e Chico Buarque)
5. A ostra e o vento (Chico Buarque) - Voz: Carol Saboya
6.Chicote (Antonio Adolfo)
7.Chorosa blues (Antonio Adolfo)
8.Gota d'Água (Chico Buarque)
9.Di  menor (Guinga e Celso Viáfora)
10.Catavento e girassol (Guinga e Aldir Blanc)
11.Morro Dois Irmãos (Chico Buarque)

Antonio Adolfo e Felipe Cerquize

Antonio Adolfo com os convidados durante sessão de autógrafos

Com Beto Feitosa, responsável pelo site de relacionamento mpb.com


08/07/2011

SORTEIO DO LIVRO "PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL"

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A ESCOLHA DE DEZENAS PARA O SORTEIO ESTÁ ENCERRADA
BOA SORTE A TODOS OS PARTICIPANTES!
Estou colocando para sorteio CINCO EXEMPLARES do meu livro PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL, que está sendo lançado. A divulgação desse sorteio acontecerá simultaneamente no Cardiem da Yahoo, no Cardiem do Facebook, neste blog e na comunidade homônima do livro, também existente no Facebook.
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Cada participante só poderá escolher uma dezena, sendo que duas pessoas não podem fazer a mesma escolha. Os cinco candidatos que escolherem as cinco dezenas mais próximas da que for sorteada no primeiro prêmio da extração da LOTERIA FEDERAL DO DIA 06/08/2011 ganharão um exemplar do trabalho.
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Abaixo, estão o prefácio de Fernando Brant e a capa do livro. Para mais informações, acessem o link http://mcaf.ee/hd3em  
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Respostas com a indicação da dezena escolhida deverão ser dadas no espaço desta mensagem reservado para comentários. Para a escolha ser validada, é necessário informar nome completo e e-mail para contato.

Dezenas escolhidas até as 13:10 h de 03/08/2011

01 - Percy Castanho
02 - Gentil Alves Filho
03 - Célio Mattos
04 - Cyda Passos
05 - Heitor Branquinho
06 - Candida Botelho
07 - Danny Reis
08 - Diógenes Pereira de Araújo
09 - Ivan Rodrigues
10 - Ceumar Coelho
11 - Rosalie Gallo
12 - Erico Baymma
13 - Patricia Rebolo Medici
14 - Mano Melo
15 - Beto Feitosa
16 - Felipe Cordeiro
17 - Regina Celia
18 - Cleide Grava
19 - Toninho Vaz
20 - Kleber Rocha
21 - Porcina Frota
22 - Aline da Silva
23 - Renato Garcia
24 - Jade Dantas
25 - Robert Cruzoaldo Maria
26 - Egeu Laus
27 - Manoel Lima
28 - Gerusa Leal
29 - Bernadete Monteiro
30 - Regina Makarem
31 - Carlos Alberto Machado
32 - Joyce Brandão
33 - Cristiane Lopes
34 - Ana Ferreira
35 - Bruno Delecave
36 - Esther Torinho
37 - Tibério Gaspar
38 - Luciane Mendes
39 - Márcio Paschoal
40 - Jozi Lucka
41 - Ritta Cidreira
42 - Ronaldo Teixeira
43 - Sonia Medeiros Imamura
44 - Cleomar Santos
45 - Décio Bettencourt Mateus
46 - Simone Mancini Castilho
47 - Clement Zular
48 - Douglas Rosa
49 - Mara Cristina
50 - Marcelo Jiran
51 - Cristina Guedes
52 - Sérgio Ramos
53 - Inah Lins
54 - Maria Valéria M. Bethonico
55 - Carla Cintia Conteiro
56 - Maria Helena Barata
57 - Cacau Costa
58 - George Israel
59 - Flávio Machado
60 - José di Cavalcanti
61 - Juca Novaes
62 - Sérgio Ricardo
63 - Claudio Nucci
64 - Silvio Sano
65 - Walter Martinelli
66 - Deborah Matthiesen
67 - Sonia Carneiro Leão
68 - Preciosa Alonso Taboada
69 - Jorge Roberto Martins
70 - Maria Fouraux
71 - Nanando Mira
72 - Maria Tereza Arruda Campos
73 - Héctor Pandolfo
74 - Neti Costa
‎75 - Elisa Heilbuth Verçoza
76 - Mara Sardinha Quintão
77 - Angelo Daidone
78 - Paulo Saturnino Figueiredo
‎79 - Maria Cristina Scanhola
80 - Elder Braga
81 - Rafael Nolli
82 - José Roberto Moura
83 - André Madi
84 - Cida Queiroz
85 - Mônica Bacci
86 - Vanusa Campos
87 - Sérgio Veleiro
88 - Fabiane Ribeiro
89 - Juliano Duarte
90 - Angelina Oliveira Bento
91 - João Ricardo Gambini
92 - Cristiano Soares
93 - Claudia Cy
94 - Elisa Portes Amorim
95 - Israel Costa
96 - Osvaldo Borgez
97 - João Lúcio Ferraz de Azevedo
98 - Dri Alves
99 - Leonardo Ribeiro Campos
00 - Jean- Pierre Barakat

 Em 1998, comprei e li o livro "Os sonhos não envelhecem", do Márcio Borges, que descreve maravilhosamente o movimento Clube da Esquina, desde à sua pré-história (é assim que ele chama no livro). Com o relançamento desse trabalho, comprei dois exemplares: um para mim (já estou relendo) e o outro para sorteio nos grupos que administro, o que deverei fazer no mês de agosto. Como agradecimento às pessoas que estão participando do sorteio do meu livro, "Pelos caminhos da Estrada Real", todos também participarão automaticamente, com as mesmas dezenas, do sorteio de "Os sonhos não envelhecem". As dezenas que por ventura não tiverem sido escolhidas no sorteio do meu trabalho ficarão disponíveis para quem quiser participar exclusivamente do sorteio do livro de Márcio Borges.
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.          CLIQUE NA CAPA PARA AMPLIÁ-LA

PREFÁCIO DE FERNANDO BRANT
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O poeta resolveu viajar pelos caminhos de Minas. Quando um poeta viaja, a geografia é outra, é real e imaginária, sonhada e criada.
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Felipe pôs o pé na poeira e o carro no asfalto para conhecer a Estrada Real, o caminho velho, que sai de Paraty, e o caminho novo, nascido no Rio de Janeiro. Os dois com a mesma direção, Diamantina, nas portas do vale do Jequitinhonha, e com um encontro marcado no meio: o arraial de Vila Rica.
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Poetando sobre o que restou do ouro e dos diamantes de Minas, Felipe constatou o que há de tradição e cultura, afeto e humanidade por aqueles arredores. Passeou pelas cidades calçadas de pedra, arte e fé. Em sua trajetória, não lhe bastou, porém, o objetivo inicial. Já que estava por aquelas bandas, enveredou-se pelo território roseano das minas e dos gerais. Foi se graduar em Minas e em mineiro. Subiu montanhas e se lavou nos ribeirões. E andou mais ainda, indo de Drummond a Milton Nascimento, de Aleijadinho a Athayde; do Circuito das Águas, de sua infância, até a ponte que separa Maringá de Minas de Maringá do Rio.
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O relato desse caminhar de Felipe Cerquize merece ser lido e visto.
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Fernando Brant

07/07/2011

INCENTIVO ÀS EDITORAS E AOS AUTORES NACIONAIS

No dia 20 de julho, diversos autores e editoras darão descontos significativos para livros de autores brasileiros. É a Campanha de Incentivo às Editoras e aos Autores Nacionais. Para saber como participar dessa promoção, clique AQUI


01/07/2011

RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES FESTIVAL

No feriadão de Corpus Christi, fui assistir ao Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. Essa é a nona edição e, de todas, só não assisti a primeira. O nível da organização continua muito bom. Atualmente, a maioria dos artistas convidados não é muito conhecida do grande público, mas a qualidade dos trabalhos artísticos apresentados continua extraordinária.
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Em ordem alfabética, os artistas/grupos que se apresentaram este ano foram:
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Blues Groovers & Cristiano Crochemore
Bryan Lee
Expresso Santiago
Igor Prado Band
Jane Monheit
José James
Léo Gandelman & Azymuth
Maracá
Medeski, Martin & Wood C/ Bill Evans
Nicholas Payton Sexxxtet (isto mesmo: com três xis)
Nuno Mindelis
Orleans Street Jazz Band
Orquestra Kuarup
Plataforma C
Ricardo Silveira
Roberto Fonseca
Rodrigo Nézio & Duocondé Blues
The Saskia Laroo Band
Thiago Ferté Quarteto
Tommy Castro
Yellowjackets
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De todas as apresentações, filmei quatro, que subi para o You Tube. São elas:
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1.Bryan Lee no palco da Lagoa do Iriry: http://youtu.be/e2gZSrU9j4Q
2.Jane Monheit no palco de Costa Azul: http://youtu.be/DwXPPHQ3_bg
3.Léo Gandelman e Azymuth EM Costa Azul: http://youtu.be/Ze9aNm0bSDg
4.José James no palco de Costa Azul: http://youtu.be/qZyn93rpETI
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Abaixo, algumas fotos tiradas durante o evento:


José James apresentando-se no palco da Praia das Tartarugas

Ricardo Silveira apresentando-se no palco de Costa Azul

Principal entrada do evento em Costa Azul

Grupo amador apresentando-se na Casa do Jazz (Costa Azul)

Léo Gandelman no telão montado em Costa Azul

20/06/2011

MENESCAL FALA SOBRE "ENERGIA FELIZ" NA RÁDIO MEC

Felipe Cerquize e Roberto Menescal na gravadora Albatroz
O programa Sala do Ouvidor da Rádio MEC 800 MHz , coordenado por Jorge Roberto Martins, apresentará na próxima quarta-feira, 22 de junho, uma entrevista com Roberto Menescal, em que ele falará da nossa parceria intitulada "Energia feliz".
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Convido todos, que tiverem um tempinho, a ouvirem esse papo. Para quem não conhece a canção, é só acessar o link http://soundcloud.com/cerquize/energia-feliz-roberto-menescal . O programa começa às 12:30 h, mas a entrevista deverá acontecer por volta das 12:40 h, logo após o Observatório da Imprensa. Quem não estiver perto de um rádio, no Rio de Janeiro, mas estiver próximo a um computador, no mundo todo, também poderá ouvir a entrevista pelo endereço http://radiomec.com.br/online/index.php
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19/06/2011

O SHOW DE CLAUDIO NUCCI NO DIA 18/06/2011

Ontem, fui assistir ao show de Claudio Nucci no Centro Cultural Eletrobras Furnas, aqui no Rio de Janeiro. Nenhuma surpresa quanto à capacidade melódica do Claudio, que interpretou lindamente canções consagradas da era Boca Livre e de sua carreira solo. A grande surpresa, porém, me veio quando ele começou a tocar a nossa parceria chamada "Rio de Março". Fiquei paralalisado, prestando atenção na apresentação, ao tempo em que um filme com os melhores momentos das minhas aventuras artísticas passava pela cabeça. Claudio apresentou algumas de suas canções consagradas, tais como "Quero quero", "Acontecência" e "Quem tem a viola", além de interpretações de outros autores, como a belíssima "Fazenda", de Nelson Angelo". Também tivemos duas boas canjas durante o show: uma de Rafael Lorga e outra de Vicente Nucci. Durante o show, estiveram no palco Marcelo Bernardes (sopro), Dri Gonçalves (vocal), Rafael Lorga (percussão e canja) e Vicente Nucci (canja). As músicas que registrei em vídeo, durante o show, estão listadas abaixo, com os respectivos links. Mais abaixo, estão algumas fotos tiradas no evento.

VÍDEOS

1.Casa da Lua ( Claudio Nucci e Paulo César Pinheiro): http://youtu.be/1bhbGgXLnKs

2.Acontecência (Claudio Nucci e Juca Filho): http://youtu.be/fzinNI9XucQ

3.Quem tem a viola (Zé Renato, Xica Chaves Claudio Nucci e Juca Filho): http://youtu.be/C8adHBfvZLg

4.Rio de Março (Claudio Nucci e Felipe Cerquize): http://youtu.be/1d619P3jbbs

5.Fazenda (Nelson Angelo): http://youtu.be/WMoCpSPciJg

6.Gostoso demais (Dominguinhos) - Com Dri Gonçalves: http://youtu.be/1AcdZXvFqbU

FOTOS

Claudio Nucci e Rafael Lorga

Marcelo Bernardes e Claudio Nucci

Marcelo Bernardes

Marcelo Bernardes e Rafael Lorga

Marcelo Bernardes, Dri Gonçalves, Vicente Nucci, Claudio Nucci e Rafael Lorga

Vicente Nucci

Felipe Cerquize e Claudio Nucci

Dri Gonçalves, Felipe Cerquize e Claudio Nucci

Luiz Fernando Gonçalves e Felipe Cerquize

12/06/2011

ESTRADA REAL IX

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PRADOS
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Na BR-40, sentido Rio de Janeiro, 5 km depois de Congonhas, entramos à direita na BR-383, depois continuando pela BR-265. A entrada para Tiradentes fica cerca de 10 km depois de São João del Rei, mas uns 20 km antes de chegarmos a São João, encontramos uma placa sinalizando entrada para Prados. Estranhamos, pois sabíamos de um acesso não asfaltado a esse município por Bichinho (Vitoriano Veloso), localidade que fica a cerca de 8 km de Tiradentes, mas não tínhamos informação alguma sobre o acesso a Prados pela BR-265. Depois de pensar um pouco, resolvemos mudar os planos e encarar aquele acesso, para também conhecer essa cidade, e concluímos ter sido essa uma das decisões mais acertadas da nossa viagem. Apesar de serem 20 km de uma estrada relativamente estreita, no asfalto não havia um buraco sequer, até a chegada a Prados, uma cidadezinha super agradável e com muita história para contar.
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O povoado que deu origem a Prados, surgiu nos primórdios do século XVIII, por volta de 1704, quando dois irmãos bandeirantes, Manoel e Félix Mendes do Prado, chegaram lá com uma comitiva de Taubaté. A notícia do ouro fácil atraiu muitos paulistas para a região. Entretanto, com o empobrecimento das minas e a escassez do ouro, a propriedade da terra começou a ser uma nova atração, verificando-se uma alternância na atividade dos antigos bandeirantes, que fez surgir os primeiros sesmeiros da região. Data daí o desenvolvimento urbano de Prados, ao longo dos séculos XVIII e XIX. O povoamento que até então se formou, teve rápido crescimento com a influência dos forasteiros que chegavam a procura de ouro, e, sobretudo, por ser passagem de tropas e boiadas que do centro de Minas dirigiam-se para a Zona da Mata. A localidade de Prados pertenceu à vila São José del Rei, atual Tiradentes, até 1890, tornando-se município em 1891.
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Ao sopé da Serra de São José, Prados apresenta, em boa parte, um belo casario, onde se mesclam o antigo e o moderno. A "Cidade da Música", como é mais conhecida, é também chamada de “Berço de Inconfidentes”. Possui três igrejas, sendo a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída entre os anos de 1712 e 1770, a mais imponente. Na construção civil, Prados ainda preserva um belo conjunto arquitetônico, merecendo destaque o prédio do Fórum; o prédio do antigo Ginásio São José que hoje abriga a Câmara Municipal; o casarão da Selaria Estrela, onde se produz artefatos de couro; a casa do Sô Mamede, uma das mais antigas da cidade, datada de antes de 1788, o sobrado da família Chagas, o casarão da Hipólita (antiga Casa da Câmara), que mandou construí-lo ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição com o propósito de assistir a todas às celebrações religiosas ocorridas ali; e outros belos casarões que fazem parte da história do desenvolvimento da cidade. Prados ainda conta com algumas fazendas datadas do século XVIII, como a do Coqueiro, a 2 km do centro da cidade; a Fazenda da Boa Vista, situada ao pé da Serra de São José, a 4 km do centro, e as ruínas da Fazenda Ponta do Morro, importante ponto de encontro, na época da Inconfidência Mineira, que pertenceu ao inconfidente Antônio Francisco de Oliveira Lopes. Prados também possui diversos atrativos naturais, entre os quais a Serra de São José com seus 12 km de extensão marcados por belas escarpas cobertas por mata atlântica, cerrado e campos rupestres. Com grande importância, a Serra tornou-se uma Área de Preservação Ambiental (APA) com cerca de 5.000 km² que se estendem de Prados até São João del Rei, passando por Tiradentes, Coronel Xavier Chaves e Santa Cruz de Minas.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Prados (MG)

Lira Ceciliana, onde se aprende música em Prados (MG)

Prédio do Fórum - Prados (MG)

Vista dos prédio da cidade de Prados (MG)

Cruz do Mirante - Prados (MG)

Teatro Municipal de Prados (MG)

Câmara Municipal de Prados (MG)

Vista de Prados do  mirante da cidade
No artesanato, encontra-se o grande atrativo da cidade para o turismo de consumo. Ficamos surpresos com o número de lojas comerciais vendendo artesanatos em madeira de todos os tamanhos, com preços super atraentes, quando comparados aos das cidades vizinhas, o que nos levou a crer que grande parte dos artesanatos em madeira comercializados na região tem origem em Prados. Para se ter uma idéia, um quadro de parede com recorte de flores, que compramos em Prados por cerca de R$ 80,00, tinha preços superiores a R$ 250,00 em Bichinho e em Tiradentes. Foi uma boa oportunidade para comprarmos algumas lembranças dessa nossa viagem pela Estrada Real.

Rua principal de Prados, onde há lojas de artesanato

Artesanato em loja de Prados (MG)

Artesanato em loja de Prados (MG)

Artesanato em loja de Prados (MG)
Artesanato em loja de Prados (MG)
Depois desse festival de novidades, que não estavam nos nossos planos, em conversa com lojistas da cidade, ainda tivemos a grata surpresa de saber que o acesso de Prados a Bichinho estava praticamente todo calçado e que de Bichinho a Tiradentes já não havia mais estrada de chão. Com o pôr-do-sol chegando, resolvemos, então, dar continuidade à nossa viagem, com uma rápida parada em Bichinho, para, depois, finalmente, “atracarmos” em Tiradentes na noite do dia 19 de maio.

PRADOS
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Nas curvas de uma estrada,
não existe somente o perigo.
Elas podem servir e abrigo
para novas descobertas.

Verdes campos, relva, pasto,
bois ruminam no caminho
e a gente ali sozinho
diante de um mundo vasto.
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Prados que viram cidade
sem mudar a realidade
de um lugar onde nada muda.
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Tudo é muda,
tudo é semente.
Nada muda
dentro da gente.
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Felipe Cerquize
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07/06/2011

ESTRADA REAL VIII

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ITABIRITO
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Inicialmente, o objetivo era sair de Cocais e ir direto para Tiradentes, retomando a estrada que leva a Mariana e a Ouro Preto, seguindo pela Rodovia dos Inconfidentes e de lá pegando o acesso a Engenheiro Correia, para cortar caminho e sair na BR-040, próximo a Congonhas e à rodovia que dá acesso a Tiradentes. Porém, fomos informados, em um posto de gasolina, que o acesso a BR-040, por Engenheiro Correia, era em estrada de chão, que estava muito ruim. Considerando aquela situação e o fato de já estar escurecendo, optamos, então, por ir mais adiante e pernoitar em Itabirito, para no dia seguinte prosseguir a viagem até Tiradentes.
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Itabirito, que em tupi-guarani significa “pedra que risca vermelho”, é uma cidade com cerca de 50.000 habitantes. Por se localizar exatamente entre Ouro Preto e o antigo Curral del Rey, local escolhido para se tornar a nova capital de Minas Gerais, a cidade tornou-se um ponto estratégico de parada dos tropeiros que transitavam pelas montanhas entre as duas localidades. Itabirito está na região do Quadrilátero Ferrífero e abriga importante atividade de exploração de minério, além de outros ramos dinâmicos nos setores da indústria e de serviços.
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Quando chegamos lá, à noitinha, fomos surpreendidos pela falta de vagas para hospedagem. Durante a semana, os hotéis costumam ficar lotados, em função da proximidade com Belo Horizonte, de onde as pessoas ligadas a atividades do setor secundário chegam para trabalhar, mantendo a cidade, ainda hoje, de uma certa maneira, numa posição privilegiada e estratégica em relação à capital de Minas. Após muito procurar, por sorte, encontramos um quarto no hotel Circuito do Ouro, possivelmente o único disponível na cidade. Depois do necessário asseio, já devidamente alojados, fomos ao restaurante Quatro Estações, de excelente custo/benefício (preço baixo e comida de ótima qualidade), talvez pelo custo de vida na cidade, que deve ser mais baixo do que o de outras, por onde passamos na Estrada Real, porque Itabirito não é um local com vocação turística.
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Fachada do hotel Circuito do Ouro - Itabirito (MG)

Chafariz em rua central de Itabirito (MG)

Manhã no centro de Itabirito (MG)
Na manhã do dia 19 de maio, depois do café, resolvemos sair direto de Itabirito para a Rodovia dos Inconfidentes, já que os guias realmente não mostraram grandes atrativos turísticos na cidade. Seguimos até Nova Lima, onde finalmente encontramos a BR-O40 para retornar cerca de 60 Km, no sentido Rio de Janeiro, até passar por Congonhas e em seguida pegar a rodovia que leva a Tiradentes.



RISCO VERMELHO

Foi tão rapidamente
que nem deu tempo
para me olhar no espelho.

03/06/2011

"PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL" EM DESTAQUE

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O livro "Pelos caminhos da Estrada Real" está em destaque no site da Giostri Editora. Clique aqui para para conhecer o site e ver a chamada.

Clique na figura para ampliá-la
Capa, contracapa e orelhas do livro "Pelos caminhos da Estrada Real"

31/05/2011

"PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL" ESTÁ PRONTO

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Caros amigos, com imensa alegria, informo a vocês que acaba de ficar pronto o livro Pelos caminhos da Estrada Real, que relata as minhas andanças, realizadas em 2009, por essa parte da geografia e da história do Brasil.

Abaixo, está a capa do livro, que tem mais de uma centena de fotos coloridas e o relato da minha experência na passagem por cada uma das quatorze cidades que tive a oportunidade de conhecer e vivenciar.

Abaixo da foto da capa, está o prefácio redigido pelo amigo Fernando Brant, a quem agradeço muito pelas palavras.

Quem tiver interesse e quiser saber mais sobre o trabalho, favor contactar o e-mail giostrieditora@gmail.com

Forte abraço para todos!

Felipe Cerquize
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     Clique na capa para ampliá-la

PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL

PREFÁCIO

"O poeta resolveu viajar pelos caminhos de Minas. Quando um poeta viaja, a geografia é outra, é real e imaginária, sonhada e criada.

Felipe pôs o pé na poeira e o carro no asfalto para conhecer a Estrada Real, o caminho velho, que sai de Paraty, e o caminho novo, nascido no Rio de Janeiro. Os dois com a mesma direção, Diamantina, nas portas do vale do Jequitinhonha, e com um encontro marcado no meio: o arraial de Vila Rica.

Poetando sobre o que restou do ouro e dos diamantes de Minas, Felipe constatou o que há de tradição e cultura, afeto e humanidade por aqueles arredores. Passeou pelas cidades calçadas de pedra, arte e fé. Em sua trajetória, não lhe bastou, porém, o objetivo inicial. Já que estava por aquelas bandas, enveredou-se pelo território roseano das minas e dos gerais. Foi se graduar em Minas e em mineiro. Subiu montanhas e se lavou nos ribeirões. E andou mais ainda, indo de Drummond a Milton Nascimento, de Aleijadinho a Athayde; do Circuito das Águas, de sua infância, até a ponte que separa Maringá de Minas de Maringá do Rio.

O relato desse caminhar de Felipe Cerquize merece ser lido e visto."

Fernando Brant

29/05/2011

ESTRADA REAL VII

COCAIS

Às dezessete e trinta, já quase escurecendo e com o frio aumentando consideravelmente, descemos de quase 1300 metros de altura do Santuário do Caraça para pegar, de novo a rodovia MG 129, com destino a Cocais. Lá, existem duas pousadas. Ficamos na Vila Cocais, que consideramos ser melhor e onde também há um restaurante com boa comida, o que nos facilitou. Na verdade, Cocais também não era parte do roteiro original dessa viagem, mas, assim como Catas Altas, decidimos ir até essa localidade depois da sugestão dada pelo Argentino José Maria Medina, que conhecemos em Santana dos Montes. No dia 18 de maio, depois do café da manhã, saímos a pé para conhecer o lugarejo, mas não fomos até as cachoeiras, por ficarem muito distantes do centro. Preferimos, então, conhecer as cercanias e, a uns 500 metros da pousada, descobrimos o Museu Histórico Fernando Toco, personalidade da região que, segundo crença local, quando ainda era jovem, descobriu um baú cheio de ouro e, a partir de então, começou a ostentar riqueza, comprando diversos imóveis em Cocais. A história do museu nasceu da tentativa de seu proprietário Augusto Bento do Nascimento, de recolher, guardar e difundir peças relativas à história de seus antepassados, bem como compreender e estudar essa história, tendo como parâmetro o modo de vida da geração de seu bisavô, Fernando Toco. Outros prédios interessantes do distrito são:

Sobrado do Cartório - É uma das últimas construções coloniais existentes na Vila de Cocais. Foi construído pelo bandeirante Furtado Leite, um dos fundadores de Cocais, e pertenceu a Fernando Toco (Fernando José do Espírito Santo). O Sobrado se transformava, às vezes, em casa de danças e em sede de encontros políticos. Até poucos anos atrás, funcionou como cartório, mas, hoje, por não estar em bom estado de conservação, o imóvel encontra-se desabitado.

Solar da Ladeira - É um dos últimos casarões antigos existentes na Vila Colonial de Cocais. Conhecido pelos moradores do lugar com a “Casa do Mingote”, este casarão já hospedou Duque de Caxias, em 1842, em visita ao Barão de Cocais. O Solar da Ladeira fica situado no alto de uma ladeira no Largo de Santana. Atualmente, é propriedade da Vale.

Igreja Matriz de São João Batista - Teve sua primeira construção em 1713. O seu traço contou com a colaboração de Aleijadinho. Abaixo de um dos altares há a imagem de madeira do Senhor Morto, os altares mais antigos possuem talha e douramento, pois os outros vieram da fazenda de Morro Grande. No interior, a igreja dedicada a São João Batista conserva muitas riquezas não só arquitetônicas, mas também ornamentais.

Depois de passearmos por praças e ruas da vila, voltamos à pousada, encerramos a conta e, de carro, fomos até o local onde há uma das maiores atrações da região, que é a Pedra Pintada, abrigo natural de rochas quartzíticas, onde homens pré-históricos deixaram diversos sinais de sua permanência no local, através de pinturas rupestres. O local fica numa propriedade particular, distante mais ou menos 3 Km do centro de Cocais. Quem nos atendeu e serviu de guia foi José Romualdo dos Reis, um dos donos. O local, realmente, é fantástico, pois, além do contato com pinturas pré-históricas, também tivemos à disposição uma vista extraordinária da região, com seus vales e montes ainda intactos. No final da visita, ganhamos umas tangerinas, colhidas do pé pelo Sr José, e aproveitamos para comprar um mel silvestre, vendido na propriedade.


Vista de Cocais, tendo ao fundo a Igreja Matriz de São João Batista

Museu Fernando Toco - Cocais (MG)

Sobrado do Cartório, que pertenceu a Fernando Toco - Cocais (MG)

Pousada Vila Cocais na rua principal de Cocais (MG)

Caminho para Pedra Pintada - Cocais (MG)

Pinturas rupestres pré-históricas em Pedra Pintada - Cocais (MG)

A um passo da eternidade - Cocais (MG)

Boi que faz careta no caminho para Pedra Pintada - Cocais (MG)

Seriemas no caminho para Pedra Pintada - Cocais (MG)
Às quatorze horas do dia 18 de maio, deixamos o distrito de Cocais. Próxima parada pretendida, Tiradentes, o que não foi possível naquele mesmo dia, devido à distância. Tivemos, então, de fazer um “pit stop” em Itabirito.


VILA COCAIS
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Existe uma nova descoberta
a cada parada que se faz.
Não poderia ser diferente
nas terras de Vila Cocais.
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Vila onde houve quem
encontrasse um pote de ouro
e ficasse rico.
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Hoje, a riqueza reluz no horizonte
e mostra o vigor da natureza
a cada novo pôr-do-sol.
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Estradas de chão que levam
a cachoeiras murmurantes
e a pedras pintadas

por antepassados distantes.
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Existe uma nova descoberta
a cada parada que se faz
e isto não foi diferente

nas terras de Vila Cocais.
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Felipe Cerquize

24/05/2011

ESTRADA REAL VI

PARQUE DO CARAÇA

Em conversas com várias pessoas, em Catas Altas e Santa Bárbara, tivemos a recomendação de algumas delas para a visita ao Santuário do Caraça e resolvemos realizá-la, o que realmente valeu muito a pena. Esse santuário está a mais ou menos 20 Km do centro de Santa Bárbara e situa-se no Parque Nacional do Caraça, localizado na Serra do Espinhaço. Já foi colégio e seminário, que deixou de existir depois de um grande incêndio, ocorrido em maio de 1968. Hoje, abriga a Hospedaria do Caraça, além de manter todo seu entorno transformado em Reserva Particular de Patrimônio Natural, garantindo que esse santuário ecológico não venha sofrer futuros danos. Dentro do parque, encontram-se lugares e cenários realmente fascinantes, como a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, a primeira em estilo neogótico do Brasil, as ruínas do antigo colégio (onde, hoje, no primeiro andar, funciona um museu e, no segundo, uma biblioteca com um acervo riquíssimo, tendo livros de até 500 anos atrás) e uma pousada, para os que desejarem pernoitar no parque. São várias trilhas, que levam para diversas cachoeiras, piscinas naturais e mirantes, tudo isto com muito verde funcionando como colírio para os olhos. Lá, também um existe um prédio onde se implantou o projeto Sala Verde, mantido pela Província Brasileira da Congregação da Missão e que foi criado com o objetivo de fortalecer as ações socioambientais que já existiam na Reserva. Em parceria com a PUC Minas, por meio de sua Pró-Reitoria de Extensão, a Sala Verde foi inaugurada em 2007, segundo as normas prescritas pelo Ministério do Meio Ambiente. 

Uma foto do lobo-guará na Sala Verde - Parque do Caraça (MG)

Igreja, pousada e prédio do antigo internato - Parque do Caraça (MG)

Pátio do restaurante localizado no Parque do Caraça (MG)

Três das cruzes existentes no Santuário do Caraça (MG)

Museu do Caraça - Camas utilizadas por Pedro II e Teresa Cristina

Vista de palmeiras existentes no pátio da igreja - Parque do Caraça (MG)

Pôr-do-sol no Parque do Caraça (MG)

Santuário do Caraça visto de um mirante do parque
Não optamos por pernoitar no parque, por não termos programado isto dentro do nosso tempo limitado, mas esse é um lugar que com certeza fará parte de uma programação mais prolongada na minha próxima viagem por essas bandas de Minas Gerais.
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CARAÇA
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A face esculpida na montanha
e o verde até onde a vista alcança
ajudam a criar fascinantes magias
no topo da Serra do Espinhaço.
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Parque do Caraça.
Aqui, sou parte da natureza
em pleno dia da caça.
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Santuário que existe na imaginação,
mesmo depois que o encontramos.
Nós nunca saberemos de onde viemos,
mas é certo que sabemos para onde vamos.
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Parque do Caraça.
Aqui, eu posso existir
tendo toda certeza
de não ser uma ameaça.
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Felipe Cerquize
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