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17/12/2008

XXIV PRÊMIO NÓSSIDE 2008

Esplêndido epílogo em Roma do XXIV Prêmio Nósside 2008
Um projeto cada vez mais sem fronteiras de povos, línguas e culturas
Um exemplo de Globalização positiva com poetas de 40 Nações e 29 línguas

Encerraram-se em Roma, no magnífico Palazzo Santacroce, séde do Instituto Ítalolatinoamericano, os Eventos Finais do XXIV Prêmio Internacional Nósside (www.nosside.com), único concurso global de poesia para inéditos organizado pelo Centro Studi Bosio, de Reggio Calábria. O Encontro dos Poetas Premiados com o corpo diplomático completou o terceiro dos três acontecimentos após as intensas emoções vividas na Premiação do Palazzo Campanella em Reggio Calábria e os interessantes pontos de reflexão surgidos no Seminário de Estudos sobre “Cultura Global e Culturas Locais” na Universidade de Messina (Sicília).
A Secretária Cultural do Instituto, Patricia Rivadeneira, fez as honras da casa e na ocasião ressaltou a consolidada colaboração entre o IILA e o Prêmio Nósside. Participaram poetas, intelectuais e membros do corpo diplomático de diversas nacionalidades; também a Secretária do Nósside no Brasil, Rosalie Gallo e uma delegação de poetas premiados. Intervieram os Adidos Culturais das Embaixadas de Cuba, Gerardo Soler (que se lembrou da ininterrupta cooperação desde 1999 entre o Nósside e a Feira Internacional do Livro de Havana) e do México, Dolores Repetto, seguida por Paolo Minuto, representando a Universidade para Estrangeiros “Dante Alighieri” de Reggio Calábria - Parceira do Prêmio. À cultura da alma aninhou-se a delícia do paladar com a degustação de doces e licores à base de Bergamoto, fruta cítrica de Reggio Calábria, única no mundo, patrocinada pelas empresas reginas “Solmar”, “La Mimosa” e “Tahiti”.
O Presidente Fundador do Prêmio, Pasquale Amato, presidiu o Evento e ilustrou a expansão mundial do Projeto, que tem 5 línguas oficiais (italiano, espanhol, português, inglês e francês) mas está aberto ao imaginário poético expresso em todas as línguas do mundo (incluindo as nativas, as minoritárias e os dialetos) e em cada forma de comunicação (escrita, em vídeo e em música). Os números falam alto: participantes de 40 Nações de todos os continentes; 29 línguas; italianos pela primeira vez superados pelos participantes das demais Nações; avanço dos brasileiros ao segundo lugar depois dos italianos; a língua portuguesa consolidada na terceira posição depois do italiano e do espanhol, com o quarto lugar empatado entre o inglês e as línguas nativas, minoritárias e dialetos; Europa e América Latina como fortes presenças, mas com progressos por parte da Ásia, África e Oceania; novos participantes entre os quais China, Rússia, Grécia, Croácia, Bósnia-Erzegovina, Equador e Filipinas.
As escolhas do Júri Internacional presidido por Giuseppe Amoroso espelharam esta extensão planetária. Também em Roma, durante as leituras dos autores e nas poesias em vídeo repetiu-se o feliz encontro entre o poder evocativo das palavras do mundo inteiro como expressões de diferentes identidades culturais e lingüísticas e o fascínio das imagens em vídeo.
A Vencedora Absoluta Daniela Raimondi, italiana de Londres, reviveu em seus estupendos versos de “A Rainha de Ica” as sensações experimentadas em uma visita aos Andes peruanos. Com a poesia “Bandeira Brasileira” a brasileira Vera Marcia Milanesi – uma dos 4 Vencedores - delineou a saudade (nostalgia) vivida em um dia chuvoso na centroeuropéia Praga. Permancendo na Europa a croata Stanka Gjuric (Mencionada Especial) representou na poesia em vídeo “Akvarel” (Aquarela) as conseqüências dramáticas das Guerras Balcânicas. E sempre através de uma poesia em vídeo – “Terra, Amor, Moscou” – a poetisa-diretora russa Tatiana Daniliyants (Mencionada Especial) simbolizou o difícil relacionamento de amor-ódio por sua cidade violentada pelas rápidas transformações da nossa época.
Das imagens da capital russa passou-se ao Extremo Oriente com Agnes Ling Lam, de Hong Kong (Mencionada Especial), que conseguiu isolar-se da vida frenética de sua cidade para imaginar e representar com delicadeza a “baunilha nas estrelas”. Atravessando o Pacífico Carmen Arévalo Chacón, da Venezuela (Mencionada Especial) delineou suas sensações em contato com a natureza. A viagem virtual deslocou-se então para o coração da África para ouvir os versos em língua Tschiluba com a qual Thomas Mussenge, do Congo (Mencionado Especial) representou os efeitos do advento dos novos meios de comunicação em uma aldeia de seu país.
Despertou fortes emoções ouvir a poesia dedicada à história de um menino, filho de emigrante – “O presépio de Sassá” - interpretada por Giovanni Favasuli (Mencionado Especial) em seu dialeto de Áfrico, vilarejo do Aspromonte na província de Reggio Calábria. Do Aspromonte a viagem do Nósside atravessou novamente o Atlântico para chegar aos Andes, de onde se levantou a voz dos antigos Incas através da poesia em língua quechua “Gotas da noite” do Vencedor colombiano Fredy Chicangana que sintetizou o excepcional valor cultural e social do Prêmio em um simples e nítido conceito: “O Prêmio Nósside é hoje a única saída para se globalizarem as línguas e nossos cantos de povos nativos de toda a América e de tudo o universo”.
Concluiu-se o triunfante percurso do Nósside 2008 cuja primeira fase - a “Viagem de Reggio Calábria para o Mundo” – constituiu-se na premissa mais fascinante com Eventos em cidades de Europa e América: Havana, Cidade do México, Ólbia, Podgórica (Montenegro), Valletta (Malta), New York, São Domingos, Moscou, Crotone e, no Brasil, São José do Rio Preto, São Paulo e Brasília. Exatamente em Brasília – em consonância com a estratégia cultural do Projeto – foi conferido o Prêmio Internacional Nósside à carreira 2008 ao grande poeta brasileiro Thiago de Mello, incansável defensor do patrimônio natural e cultural da Floresta Amazônica.
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Felipe Cerquize recebeu Menção Especial na categoria "Poesia em canção" com a música A CADA PASSO. Ouçam-na neste blog.

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