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20/06/2011

MENESCAL FALA SOBRE "ENERGIA FELIZ" NA RÁDIO MEC

Felipe Cerquize e Roberto Menescal na gravadora Albatroz
O programa Sala do Ouvidor da Rádio MEC 800 MHz , coordenado por Jorge Roberto Martins, apresentará na próxima quarta-feira, 22 de junho, uma entrevista com Roberto Menescal, em que ele falará da nossa parceria intitulada "Energia feliz".
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Convido todos, que tiverem um tempinho, a ouvirem esse papo. Para quem não conhece a canção, é só acessar o link http://soundcloud.com/cerquize/energia-feliz-roberto-menescal . O programa começa às 12:30 h, mas a entrevista deverá acontecer por volta das 12:40 h, logo após o Observatório da Imprensa. Quem não estiver perto de um rádio, no Rio de Janeiro, mas estiver próximo a um computador, no mundo todo, também poderá ouvir a entrevista pelo endereço http://radiomec.com.br/online/index.php
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19/06/2011

O SHOW DE CLAUDIO NUCCI NO DIA 18/06/2011

Ontem, fui assistir ao show de Claudio Nucci no Centro Cultural Eletrobras Furnas, aqui no Rio de Janeiro. Nenhuma surpresa quanto à capacidade melódica do Claudio, que interpretou lindamente canções consagradas da era Boca Livre e de sua carreira solo. A grande surpresa, porém, me veio quando ele começou a tocar a nossa parceria chamada "Rio de Março". Fiquei paralalisado, prestando atenção na apresentação, ao tempo em que um filme com os melhores momentos das minhas aventuras artísticas passava pela cabeça. Claudio apresentou algumas de suas canções consagradas, tais como "Quero quero", "Acontecência" e "Quem tem a viola", além de interpretações de outros autores, como a belíssima "Fazenda", de Nelson Angelo". Também tivemos duas boas canjas durante o show: uma de Rafael Lorga e outra de Vicente Nucci. Durante o show, estiveram no palco Marcelo Bernardes (sopro), Dri Gonçalves (vocal), Rafael Lorga (percussão e canja) e Vicente Nucci (canja). As músicas que registrei em vídeo, durante o show, estão listadas abaixo, com os respectivos links. Mais abaixo, estão algumas fotos tiradas no evento.

VÍDEOS

1.Casa da Lua ( Claudio Nucci e Paulo César Pinheiro): http://youtu.be/1bhbGgXLnKs

2.Acontecência (Claudio Nucci e Juca Filho): http://youtu.be/fzinNI9XucQ

3.Quem tem a viola (Zé Renato, Xica Chaves Claudio Nucci e Juca Filho): http://youtu.be/C8adHBfvZLg

4.Rio de Março (Claudio Nucci e Felipe Cerquize): http://youtu.be/1d619P3jbbs

5.Fazenda (Nelson Angelo): http://youtu.be/WMoCpSPciJg

6.Gostoso demais (Dominguinhos) - Com Dri Gonçalves: http://youtu.be/1AcdZXvFqbU

FOTOS

Claudio Nucci e Rafael Lorga

Marcelo Bernardes e Claudio Nucci

Marcelo Bernardes

Marcelo Bernardes e Rafael Lorga

Marcelo Bernardes, Dri Gonçalves, Vicente Nucci, Claudio Nucci e Rafael Lorga

Vicente Nucci

Felipe Cerquize e Claudio Nucci

Dri Gonçalves, Felipe Cerquize e Claudio Nucci

Luiz Fernando Gonçalves e Felipe Cerquize

12/06/2011

ESTRADA REAL IX

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PRADOS
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Na BR-40, sentido Rio de Janeiro, 5 km depois de Congonhas, entramos à direita na BR-383, depois continuando pela BR-265. A entrada para Tiradentes fica cerca de 10 km depois de São João del Rei, mas uns 20 km antes de chegarmos a São João, encontramos uma placa sinalizando entrada para Prados. Estranhamos, pois sabíamos de um acesso não asfaltado a esse município por Bichinho (Vitoriano Veloso), localidade que fica a cerca de 8 km de Tiradentes, mas não tínhamos informação alguma sobre o acesso a Prados pela BR-265. Depois de pensar um pouco, resolvemos mudar os planos e encarar aquele acesso, para também conhecer essa cidade, e concluímos ter sido essa uma das decisões mais acertadas da nossa viagem. Apesar de serem 20 km de uma estrada relativamente estreita, no asfalto não havia um buraco sequer, até a chegada a Prados, uma cidadezinha super agradável e com muita história para contar.
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O povoado que deu origem a Prados, surgiu nos primórdios do século XVIII, por volta de 1704, quando dois irmãos bandeirantes, Manoel e Félix Mendes do Prado, chegaram lá com uma comitiva de Taubaté. A notícia do ouro fácil atraiu muitos paulistas para a região. Entretanto, com o empobrecimento das minas e a escassez do ouro, a propriedade da terra começou a ser uma nova atração, verificando-se uma alternância na atividade dos antigos bandeirantes, que fez surgir os primeiros sesmeiros da região. Data daí o desenvolvimento urbano de Prados, ao longo dos séculos XVIII e XIX. O povoamento que até então se formou, teve rápido crescimento com a influência dos forasteiros que chegavam a procura de ouro, e, sobretudo, por ser passagem de tropas e boiadas que do centro de Minas dirigiam-se para a Zona da Mata. A localidade de Prados pertenceu à vila São José del Rei, atual Tiradentes, até 1890, tornando-se município em 1891.
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Ao sopé da Serra de São José, Prados apresenta, em boa parte, um belo casario, onde se mesclam o antigo e o moderno. A "Cidade da Música", como é mais conhecida, é também chamada de “Berço de Inconfidentes”. Possui três igrejas, sendo a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída entre os anos de 1712 e 1770, a mais imponente. Na construção civil, Prados ainda preserva um belo conjunto arquitetônico, merecendo destaque o prédio do Fórum; o prédio do antigo Ginásio São José que hoje abriga a Câmara Municipal; o casarão da Selaria Estrela, onde se produz artefatos de couro; a casa do Sô Mamede, uma das mais antigas da cidade, datada de antes de 1788, o sobrado da família Chagas, o casarão da Hipólita (antiga Casa da Câmara), que mandou construí-lo ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição com o propósito de assistir a todas às celebrações religiosas ocorridas ali; e outros belos casarões que fazem parte da história do desenvolvimento da cidade. Prados ainda conta com algumas fazendas datadas do século XVIII, como a do Coqueiro, a 2 km do centro da cidade; a Fazenda da Boa Vista, situada ao pé da Serra de São José, a 4 km do centro, e as ruínas da Fazenda Ponta do Morro, importante ponto de encontro, na época da Inconfidência Mineira, que pertenceu ao inconfidente Antônio Francisco de Oliveira Lopes. Prados também possui diversos atrativos naturais, entre os quais a Serra de São José com seus 12 km de extensão marcados por belas escarpas cobertas por mata atlântica, cerrado e campos rupestres. Com grande importância, a Serra tornou-se uma Área de Preservação Ambiental (APA) com cerca de 5.000 km² que se estendem de Prados até São João del Rei, passando por Tiradentes, Coronel Xavier Chaves e Santa Cruz de Minas.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Prados (MG)

Lira Ceciliana, onde se aprende música em Prados (MG)

Prédio do Fórum - Prados (MG)

Vista dos prédio da cidade de Prados (MG)

Cruz do Mirante - Prados (MG)

Teatro Municipal de Prados (MG)

Câmara Municipal de Prados (MG)

Vista de Prados do  mirante da cidade
No artesanato, encontra-se o grande atrativo da cidade para o turismo de consumo. Ficamos surpresos com o número de lojas comerciais vendendo artesanatos em madeira de todos os tamanhos, com preços super atraentes, quando comparados aos das cidades vizinhas, o que nos levou a crer que grande parte dos artesanatos em madeira comercializados na região tem origem em Prados. Para se ter uma idéia, um quadro de parede com recorte de flores, que compramos em Prados por cerca de R$ 80,00, tinha preços superiores a R$ 250,00 em Bichinho e em Tiradentes. Foi uma boa oportunidade para comprarmos algumas lembranças dessa nossa viagem pela Estrada Real.

Rua principal de Prados, onde há lojas de artesanato

Artesanato em loja de Prados (MG)

Artesanato em loja de Prados (MG)

Artesanato em loja de Prados (MG)
Artesanato em loja de Prados (MG)
Depois desse festival de novidades, que não estavam nos nossos planos, em conversa com lojistas da cidade, ainda tivemos a grata surpresa de saber que o acesso de Prados a Bichinho estava praticamente todo calçado e que de Bichinho a Tiradentes já não havia mais estrada de chão. Com o pôr-do-sol chegando, resolvemos, então, dar continuidade à nossa viagem, com uma rápida parada em Bichinho, para, depois, finalmente, “atracarmos” em Tiradentes na noite do dia 19 de maio.

PRADOS
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Nas curvas de uma estrada,
não existe somente o perigo.
Elas podem servir e abrigo
para novas descobertas.

Verdes campos, relva, pasto,
bois ruminam no caminho
e a gente ali sozinho
diante de um mundo vasto.
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Prados que viram cidade
sem mudar a realidade
de um lugar onde nada muda.
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Tudo é muda,
tudo é semente.
Nada muda
dentro da gente.
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Felipe Cerquize
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07/06/2011

ESTRADA REAL VIII

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ITABIRITO
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Inicialmente, o objetivo era sair de Cocais e ir direto para Tiradentes, retomando a estrada que leva a Mariana e a Ouro Preto, seguindo pela Rodovia dos Inconfidentes e de lá pegando o acesso a Engenheiro Correia, para cortar caminho e sair na BR-040, próximo a Congonhas e à rodovia que dá acesso a Tiradentes. Porém, fomos informados, em um posto de gasolina, que o acesso a BR-040, por Engenheiro Correia, era em estrada de chão, que estava muito ruim. Considerando aquela situação e o fato de já estar escurecendo, optamos, então, por ir mais adiante e pernoitar em Itabirito, para no dia seguinte prosseguir a viagem até Tiradentes.
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Itabirito, que em tupi-guarani significa “pedra que risca vermelho”, é uma cidade com cerca de 50.000 habitantes. Por se localizar exatamente entre Ouro Preto e o antigo Curral del Rey, local escolhido para se tornar a nova capital de Minas Gerais, a cidade tornou-se um ponto estratégico de parada dos tropeiros que transitavam pelas montanhas entre as duas localidades. Itabirito está na região do Quadrilátero Ferrífero e abriga importante atividade de exploração de minério, além de outros ramos dinâmicos nos setores da indústria e de serviços.
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Quando chegamos lá, à noitinha, fomos surpreendidos pela falta de vagas para hospedagem. Durante a semana, os hotéis costumam ficar lotados, em função da proximidade com Belo Horizonte, de onde as pessoas ligadas a atividades do setor secundário chegam para trabalhar, mantendo a cidade, ainda hoje, de uma certa maneira, numa posição privilegiada e estratégica em relação à capital de Minas. Após muito procurar, por sorte, encontramos um quarto no hotel Circuito do Ouro, possivelmente o único disponível na cidade. Depois do necessário asseio, já devidamente alojados, fomos ao restaurante Quatro Estações, de excelente custo/benefício (preço baixo e comida de ótima qualidade), talvez pelo custo de vida na cidade, que deve ser mais baixo do que o de outras, por onde passamos na Estrada Real, porque Itabirito não é um local com vocação turística.
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Fachada do hotel Circuito do Ouro - Itabirito (MG)

Chafariz em rua central de Itabirito (MG)

Manhã no centro de Itabirito (MG)
Na manhã do dia 19 de maio, depois do café, resolvemos sair direto de Itabirito para a Rodovia dos Inconfidentes, já que os guias realmente não mostraram grandes atrativos turísticos na cidade. Seguimos até Nova Lima, onde finalmente encontramos a BR-O40 para retornar cerca de 60 Km, no sentido Rio de Janeiro, até passar por Congonhas e em seguida pegar a rodovia que leva a Tiradentes.



RISCO VERMELHO

Foi tão rapidamente
que nem deu tempo
para me olhar no espelho.

03/06/2011

"PELOS CAMINHOS DA ESTRADA REAL" EM DESTAQUE

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Capa, contracapa e orelhas do livro "Pelos caminhos da Estrada Real"