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20/07/2012

TEXTO SOBRE O "MINAS REAL" PUBLICADO NO "BRAZILIAN VOICE"

O texto abaixo, de Aquiles Reis (vocalista do MPB4), acaba de ser publicado no Brazilian Voice, um jornal voltado para os brasileiros residentes na Costa Leste dos Estados Unidos.


FELIPE CERQUIZE LANÇA UM ÓTIMO CD


Quando um muro separa, uma ponte une”, diz o verso de Paulo César Pinheiro em “Pesadelo”, dele e Maurício Tapajós. O Cerquize que eu conheci é múltiplo. Compositor, criou um grupo na internet, o Cardiem, fazendo dele a ponte que une os que os muitos muros da vida teimam em distanciar.

No Cardiem, ele teceu uma teia de pessoas que se interessam por música e por cultura. Feito rastilho de pólvora, muitos se uniram em torno do líder que os imaginava juntos para o diálogo e para a interação. Ele mesmo cuidando de demonstrar que fazer música é um ato de se dar aos outros, de reunir palavras a notas musicais, tornando-as música. E as parcerias se multiplicam.

Felipe Cerquize é um Quixote de moderna utopia. Depois de encarar mil e um moinhos, dois mil e trezentos quilômetros percorridos, saindo do Rio de Janeiro e indo até Diamantina, em Minas, lançou Pelos Caminhos da Estrada Real (Giostri Editora).

Não satisfeito, lança agora o ótimo CD Minas Real (Doispor2), com cinco músicas dele com seus parceiros mineiros que frequentam o Cardiem. Claudio Nucci e Giovanni Bizzotto o produziram, imprimindo-lhe uma sonoridade acústica que remete às estradinhas do interior, as que levam a recantos fascinantes e sedutores com suas culturas populares.

Com introdução de baixo (Cléber Silva) e percussão (Claudio Infante) calcada em tambores e caixa, tendo o violão de doze cordas de Nucci e o bandolim de Giovanni Bizzotto a pontear, Renato Braz canta “Minas Real” (Heitor Branquinho e Felipe Cerquize): Vilas, chapadas/ o pé na estrada/ vontade de ser feliz. Fazendo duo com ele próprio, a voz encantadora de Renato acende o fogo no coração de quem o escuta, fogueira daquelas de arder até o dia clarear.

Paula Santoro canta “Avalanche” (Tavito e Felipe Cerquize). Delicadamente, ela, o piano (Felipe Silveira) e o violão (Giovanni Bizzotto) começam: Muita força na contracorrente/ Muita luta neste mundo cão/ Cada um tem seu próprio tempo/ entre a fé no sonho e na razão. A voz de Paula, intensa, agrega simplicidade à canção. O ritmo embala para presente o que já soava lindo. O violão sola com requinte. Nucci faz vocalizes com Paula.

“Tudo Isso de Viver” (Felipe Cerquize e Murilo Antunes) é interpretada por Claudio Nucci. Tocando violões de doze e de seis cordas, além de guitarra, ele cria o ar que respira para cantar. Bela interpretação.

Déa Trancoso fulgura em “Nossos Filhos” (Felipe Cerquize e Márcio Borges). A escaleta de Felipe Silveira e o violão de doze cordas de Claudio Nucci, somados à percussão, dão ainda mais vida à sua voz.

Encerrando, “Cães e Gatos” (Felipe Cerquize, Célio Mattos e Fernando Brant). Maurício Maestro canta, toca baixo e guitarras, e, junto com Claudio Nucci, revivendo tempos memoráveis no Boca Livre, vocalizam com a leveza que sempre caracterizou os arranjos de Maurício.

Eis Felipe Cerquize, um cidadão que busca fazer de seu talento algo que marque o presente e fique para o futuro.

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