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09/05/2009

ESTRADA REAL IV

ARTESANATO NA PAREDE DE UMA LOJA EM BICHINHO
BICHINHO (MG)
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No dia 17 de janeiro de 2009, atravessei o Largo das Forras e saí do centro histórico de Tiradentes rumo ao único posto de combustíveis da cidade, caminho que, na sua continuidade, conduz o turista ao pequeno distrito de Vitoriano Veloso, mais conhecido como Bichinho. É uma localidade distante cerca de 8 Km de Tiradentes, famosa pela qualidade e pela criatividade das obras dos artesãos que estabeleceram comércio por lá. A estrada não é boa, mas como o trajeto é curto, vale a pena encarar essa adversidade.
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O início da fama foi em 1991, na Oficina de Agosto, com o artista plástico Toti, que ainda restaura móveis e produz quadros e esculturas de material recolhido de demolições. Do ferro, Bageco faz lustres e arandelas. Bonecas de cabaça e de papel marchê são produzidas por Marcello Maia. Carmem tem colchas de retalho, capas de almofada, toalhas bordadas. É possível encontrar galos ciscando em quintais com capim viçoso e um Tiranossauro rex prestes a atacar turistas menos atentos. A vila é pequena e por isso fica fácil encontrar os ateliês, que costumam fechar por volta das 16:00 h.
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O Museu do Automóvel fica no meio do caminho entre Tiradentes e Bichinho. Recomendo que a visita seja feita na volta, sem estresse, pois existem antiguidades muito interessantes nos dois galpões que abrigam mais de 100 carros com anos de fabricação a partir de 1928. Há automóveis que já foram estrelas de comerciais e outros que foram alugados para novelas de época da Globo. A jardineira que faz o passeio noturno em Tiradentes (ver Estrada Real II) pertence ao Museu do Automóvel e é alugado para esse serviço.
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Para quem quiser almoçar durante o passeio, há algumas opções no centro de Bichinho e na estrada de acesso. A mais interessante delas, na minha opinião, é o restaurante Pau de Angu, que fica A 5 Km do centro do pequeno distrito.
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VITORIANO VELOSO
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Nada aqui se perde,
tudo aqui se cria
a partir da transformação.
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De um lado tijolo quebrado,
do outro a reconstrução.
É a lei dos homens
sem a lei do cão.
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É a lei dos bichos,
são nossos caprichos
querendo os detalhes
de um novo artesão.
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São fauna e flora
fazendo a hora.
Só assim se tem
uma revolução.
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Felipe Cerquize

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