CD INTEGRIDADE - CLAUDIO NUCCI & FELIPE CERQUIZE

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09/05/2009

ESTRADA REAL VIII

INTERIOR DA CASA ONDE MOROU DRUMMOND

ITABIRA (MG)
A organização turística na cidade de Itabira é péssima. Chegando lá, no dia 21 de janeiro, telefonei para a Secretaria de Turismo, solicitando um guia, e eles imediatamente me repassaram para um telefone do Centro Cultural Carlos Drummond de Andrade, cuja atendente, por não saber como dar conta do problema (problemaço!), pediu para que eu ligasse para o Memorial Carlos Drummond de Andrade. Lá, a menina que me atendeu informou que, naquela época do ano, os guias da cidade estão de férias (alguma coisa parecida com "restaurante fechar para almoço"), mas que poderia me indicar os ônibus para circular pelos "Caminhos Drummondianos", existentes na cidade. Desliguei, claro. A menina do hotel, então, me passou o telefone de uma agência de turismo, que me atendeu timidamente, dizendo que conseguiria um guia turístico para mim. Não retornou. Por fim, Karina (a menina do hotel) me sugeriu uma voluntária literária, conhecida como dona Dadá e, a partir daí, tudo correu às mil maravilhas.
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Maria das Graças Lage Lacerda, dona Dadá, é parente de Drummond e uma das mentoras dos Caminhos Drummondianos, que são 48 pontos na cidade, onde estão em destaque as lembranças do poeta em Itabira. Em cada um desses pontos, existe uma poesia de Carlos Drummond de Andrade, alusiva ao local ou a algum fato ali ocorrido. Por exemplo, a famosíssima poesia “José” foi escrita para o irmão mais velho de Drummond, depois que ele tentou raptar a mulher amada, chamada Amaryllis, que morava no solar onde hoje fica o hotel Itabira (Caminhos Drummondianos 13). Quando estávamos nesse ponto do percurso, filmei a narrativa de dona Dadá sobre a origem do poema e, em seguida, aproveitei para recitá-lo (disponibilizei a filmagem no You Tube. Link:
http://www.youtube.com/watch?v=T1iDwc5IzXM ).
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Abaixo, relaciono os 48 pontos dos Caminhos Drummondianos. Cada um deles tem o nome da poesia que está afixada no local. Abrindo-se os links indicados para as fotos, é possível ver a legenda de cada uma delas.
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1. A ilusão do migrante - Fica na entrada da cidade de Itabira, onde está uma enorme estátua de Drummond.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787993 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787967 Foto 2
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2. O maior trem do mundo – Próximo à entrada da cidade, onde há uma praça com uma maria-fumaça em exposição a céu aberto. Nesse ponto, dona Dadá Lacerda recitou a poesia em referência, filmagem que pode ser vista no link
http://www.youtube.com/watch?v=z9dhQ6tWYkc
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789654 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789702 Foto 2
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3. Banho – Fica no Parque da Água Santa, local que Drummond frequentava, quando criança. Essa poesia também foi recitada por dona Dadá, durante o passeio, e está registrada no link
http://www.youtube.com/watch?v=U4G8txDSTHg
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789613 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789481 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789562 Foto 3
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4. Lanterna mágica de Itabira – Fica próximo à rodoviária de Itabira e a poesia foi feita em homenagem a Tutu Caramujo, apelido de Antônio Alves Araújo, um comerciante de laranjas e de cartilhas, que era o único que vendia livros na cidade naquela época. Foi presidente da Câmara Municipal de Itabira, de 1860 a 1872.
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5. Documentário – Próximo à Casa do Brás. Neste local, funcionava o Hotel dos Viajantes, onde se hospedavam as pessoas que iam a Itabira a passeio ou a trabalho.
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6. Imagem, terra, memória – Situa-se entre a Casa do Brás e o Largo do Batistinha. Esse casarão pertenceu ao guarda-mor Custódio Martins da Costa e depois seu filho Brás Martins da Costa o herdou. Brás era comerciante e fotógrafo e foi quem retratou a sociedade e a paisagem itabirana no final do século XIX e início do século XX.
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7. Coqueiro do Batistinha – Fica no Largo do Batistinha. José Batista da Costa Filho, o Batistinha, era um comerciante culto, espirituoso e herdou do seu pai, o Coronel José Baptista Martins da Costa, um casarão onde morava e onde funcionava sua “Loja das Palmeiras”. O casarão foi destruído por um incêndio, em 1996. No terreno, onde é hoje o Largo do Batistinha, localizava-se o coqueiro relatado no poema.
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8. A Antônio Camilo de Oliveira – Figura ilustre de Itabira, foi agraciado com esse poema de Drummond, que recitei em frente à casa que foi do Dr. Oliveira. Link para assistir a récita:
http://www.youtube.com/watch?v=c1G5HxmIOYc .
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787515 Foto
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9. Herói – Também em homenagem ao Dr. Oliveira, depois de retornar de uma longa viagem que fez à Europa. O local fica bem próximo ao ponto 8. Ser agraciado com duas homenagens do Drummond não é para qualquer um, ainda que com poesias singelas. Essa, quem recita é dona Dadá Lacerda. Link:
http://www.youtube.com/watch?v=bXpGU7wkOL4
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10. Procissão do encontro – Texto autoexplicativo (na foto, pode-se ler o poema). O local da placa fica próximo aos pontos 8 e 9.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029965 Foto
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11. Terrores – Recitei essa poesia de Drummond no beco que serviu de inspiração ao poeta (Link:
http://www.youtube.com/watch?v=aHy56kx3xXs ). Segundo a história itabirana, esse local foi chamado de Beco do Calvário por três motivos: primeiro, porque em sua parte próxima à avenida Martins da Costa teria existido um tronco em que os escravos eram amarrados. Segundo, porque por essa travessa passavam os criminosos que eram levados pela Polícia para a cadeia. Terceiro, porque os cortejos fúnebres de crianças também passavam por ali e seguiam para o cemitério municipal (alto índice de mortalidade infantil, em Itabira, na época).
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787753 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029890 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029955 Foto 3
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12. Cultura francesa – O imóvel, onde está a placa alusiva, pertenceu a Mestre Emílio Pereira, grande personagem do ensino em Itabira, citado nesse poema de Drummond.
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13. José – José Drummond de Andrade era irmão de Carlos e os dois tinham personalidades completamente diferentes. A grande paixão da vida de José era Amaryllis, uma itabirana da classe alta local, que morava onde hoje está o hotel Itabira. Foi lá que José tentou raptá-la, numa quinta-feira de Corpus Christi, sendo essa a inspiração para que Carlos escrevesse o poema. Recitei “José” no local e dona Dadá Lacerda fez um breve relato sobre essa poesia, no início da filmagem, que está disponível no link
http://www.youtube.com/watch?v=T1iDwc5IzXM
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14. Sobrado do Barão de Alfié – A mesma referência do item 13. O sobrado pertenceu ao Sr. Joaquim Carlos da Cunha, o Barão de Alfié, e foi construído por seu pai, Cassemiro Carlos da Cunha. Logo depois, passou a ser propriedade de Dr. Olinto Horácio de Paula Andrade, juiz de direito, no início do século XX, pai de Amaryllis, amada de José, irmão de Drummond e palco da história anteriormente citada. Atualmente, pertence à família de Hugo de Paula Andrade e nele funciona o hotel Itabira e o Restaurante Vide Gula.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787343 Foto
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15. Paredão – O Paredão, segundo história local , teria sido construído na administração do Coronel José Batista, presidente da Câmara no período de 1900 a 1912, com o objetivo de conter a terra da rua Tiradentes, situada em nível elevado em relação à rua Padre Olímpio. O local tornou-se ponto de concentração de jovens itabiranos. As moças passeavam pela rua, enquanto os rapazes encostavam-se no paredão. Era assim que muitos namoros se iniciavam.
http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029883 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789805 Foto 2
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16. O inglês da mina – Nessa casa do século XIX, Drummond teve seu primeiro emprego. Trabalhou como caixeiro de um armazém de secos e molhados, que funcionava na parte de baixo da casa. Recebeu como gratificação um corte de casimira.
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17. A Alfredo Duval – Alfredo era pintor e escultor de imagens, considerado o maior santeiro da região. Possuía muitos livros e revistas, os quais Drummond pegava emprestados para aprimorar seus conhecimentos. Nessa época, Drummond era menino e Alfredo Duval um adulto. Alfredo também construía chafarizes.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029474 Foto
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18. Primeiro automóvel – A placa está em frente ao casarão que pertenceu a Francisco Ozório de Menezes (Chico Ozório), que foi o primeiro proprietário de um automóvel em Itabira.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029698 Foto
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19. Criação – Uma homenagem de Drummond à Banda Euterpe Itabirana, que foi fundada em 28 de novembro de 1868 e existe até hoje. Traz consigo uma coleção de documentos musicais antigos, partituras manuscritas e impressas produzidas e recolhidas por seus membros durante várias gerações. É uma banda atuante que está sempre presente nas manifestações festivas do município.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029548 Foto
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20. Passeiam as belas – Ponto situado na avenida.Martins da Costa, a praça do Zoológico Mirim, que veio a ser inaugurada posteriormente. Ali, até a década de 50, era área de encontros e passeios da juventude itabirana.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029690 Foto
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21. Cemitério do Cruzeiro – Segundo cemitério da cidade. Hoje, lá se enterram apenas pessoas cujas famílias já possuem jazigos. As crianças mortas, citadas na poesia “Terrores” (ver 11) eram enterradas nesse cemitério.
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22. Os pobres – Homenagem de Drummond aos pobres que frequentavam missas na Matriz de Nossa Senhora. do Rosário. No vídeo, recito a poesia em frente à matriz Link:
http://www.youtube.com/watch?v=5IEVDbAAgec&feature=channel_page
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23. Sino – Até os sinos eram (e ainda devem ser) sinônimo de status na Igreja Católica e na mesma Matriz de Nossa Senhora do Rosário havia um que tinha o nome de uma figura da classe alta itabirana. Drummond explora isto nessa poesia.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789427 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788371 Foto 2
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24. Fruta-furto – Inaugurado em 1907, com o nome de Grupo Escolar Carvalho de Brito, foi o segundo grupo escolar a ser inaugurado no Estado de Minas Gerais, onde Drummond fez o curso Primário. O prédio original foi demolido e a construção atual datada da década de 1960. O poema está localizado na entrada do colégio.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787928 Foto
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25. Câmara Municipal – Localizada na Praça do Centenário, essa casa pertenceu ao Major Paulo José de Souza, primeiro presidente da Câmara Municipal de Itabira, de 1833 a 1837. Originalmente era uma casa térrea, ampliada no ínicio do século XIX e ocupada pela câmara em 1833, quando se criou o Município de Itabira do Mato Dentro, desmembrado de Caeté. Abrigou a Cadeia, o Fórum, a Prefeitura, novamente a Câmara e hoje é sede do Museu de Itabira.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029325 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787287 Foto 2
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26. O dia surge da água – Situado atrás do Museu de Itabira, na rua Major Paulo. O chafariz, que hoje está lá, é uma representação simbólica do Chafariz da Aurora, já demolido.
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27. O criador – O jardim interno da casa em que Drummond viveu com os pais em Itabira foi construído por um dos seus irmãos, que recebeu essa poesia-homenagem do poeta. A placa com o poema está afixada próxima ao jardim, que ainda existe na casa.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029783 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788470 Foto 2
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28. Casa – Construída no século XIX, por Joana da Costa Lage Andrade, foi herdada por Carlos de Paula Andrade (pai de Drummond) que a vendeu em 1920 para Dr. Pedro Guerra, filho de Dr. Domingos Martins Guerra, fundador da Fábrica de Tecidos da Pedreira e sócio–fundador da Fábrica de Tecidos da Gabiroba. Nessa casa, Drummond viveu parte de sua infância e adolescência. O poema está localizado na Praça do Centenário, 137, ao lado da casa.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788593 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787878 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787563 Foto 3
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029463 Foto 4
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029838 Foto 6
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29. Canção de Itabira – Esse ponto dos Caminhos Drummondianos fica na rua Major Lage, nº 53 (casa de Marciana e Natércia Diniz) e o poema-título é dedicado a Zoraida Diniz.
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30. Dodona Guerra – Dodona Guerra era uma mulher que morava sozinha num casarão existente próximo à casa em que viveu Drummond. Existem várias histórias a respeito dela. Muitos a consideravam louca. Era alvo das chacotas infantis.
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31. Os gloriosos – A Igreja Nossa Senhora do Rosário obteve a permissão para ser erguida em 08/01/1770 e foi construída no final do século XVIII. Sua pia batismal chegou à Itabira em 23/03/1757. A pintura do teto da capela-mor, em estilo rococó, é atribuída a Mestre Atahyde ou a alguém de sua escola. O piso é de campas onde foram sepultados os negros escravos ou alforriados, pertencentes à Irmandade Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1812. Essa igrejinha é relativamente próxima à casa em que viveu Drummond e a placa com o poema encontra-se no seu interior.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029683 Foto
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32. Cemitério do Rosário – Esse cemitério fica ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029541 Foto
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33. Pintura do forro – Poesia que fala sobre a pintura do teto da Igreja Nossa Senhora do Rosário, que é atribuída a Mestre Atahyde ou a um de seus seguidores.
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34. Tantas fábricas – Poema que retrata a iniciativa privada no município, as tantas fábricas, muitas artesanais, outras com tecnologia de época. Localizado na casa onde residiu o Monsenhor Felicíssimo e onde depois funcionou o Hospital Nossa Senhora das Dores.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029706 Foto
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35. No meio do caminho – Foi inaugurada uma estátua em bronze, em agosto de 2002, nesse local, onde está a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. A estátua, que representa Drummond na pedra, foi feita pelo artista plástico itabirano Genin. Junto ao prédio, está afixada a placa-poema “No meio do caminho”.
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788098 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788174 Foto 2
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36. Música protegida – Homenagem de Drummond à Corporação Santa Cecília, que foi fundada em 16/11/1919 e tem como objetivo promover a educação, propagando e cultivando a arte musical entre seus associados.
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37. Guerra das ruas – Fica na subida da rua Santana, bairro Penha, que é o mais antigo de Itabira. Existia um certo conflito entre as ruas do bairro.
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38. Memória prévia – Mesma referência do item 37.
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39. Repetição – A rua Santana, no bairro Penha, abriga a casa onde morava a família Castilho, Sr.Juca, sua esposa e filhos, entre eles Ninita Castilho, amiga de Drummond. Pertenceu ao Sr. Caio Martins da Costa, e hoje, totalmente restaurada, aos herdeiros de José Maurício de Andrade.
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40. Uma casa – O Colégio Nossa Senhora das Dores foi fundado em 1923 pelas religiosas francesas, madre Maria de Jesus e madre Maria Miguel. Funcionava em regime de internato, semi-internato e em regime aberto, somente para mulheres. Na década de 1970, foi também aberto para a educação masculina. Na ocasião do jubileu do colégio, festa de seus 50 anos de fundação, a irmã Ivone foi ao Rio de Janeiro pedir a Drummond que escrevesse uma crônica no Jornal do Brasil sobre o colégio. Drummond alegou que as crônicas para aquele diário eram de conotação política. Então pediu à irmã Ivone que lhe mandasse uma fotografia do colégio, o que foi prontamente feito. O poema “Uma Casa” ficou guardado durante 25 anos pelas irmãs, divulgado apenas na agenda desta renomada instituição de ensino, sendo, portanto, inédito.
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41. O resto – Refere-se ao alto da rua Santana, localizado no bairro Penha.
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42. Edifício Esplendor – Poema escrito por Drummond ao seu amigo Oscar Niemeyer. Fica no Pico do Amor (Memorial Carlos Drummond de Andrade)
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43. Confidência do itabirano – Poema que retrata a saudade que o poeta tinha de sua terra natal. Está numa placa côncava, localizada em frente ao Memorial Carlos Drummond de Andrade. Alguns itabiranos, mais exigentes e desconfiados, questionam Drummond, quando, na poesia, ele diz “Itabira é apenas uma fotografia na parede”, mas ao se ler o poema por inteiro, percebem-se a paixão e a saudade do poeta. Disponibilizei a minha récita no link:
http://www.youtube.com/watch?v=YW9j9CzyPsk
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789737 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788251 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789332 Foto 3
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32789374 Foto 4
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32787630 Foto 5
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44. Ausência – Essa poesia está no Pico do Amor, que é um mirante próximo ao Memorial Carlos Drummond de Andrade e de onde se tem uma visão panorâmica de Itabira.
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45. Espetáculo – Fica entre o Parque Municipal do Campestre e a Mata do Intelecto. Local com ótima visão da natureza.
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46. Infância – A sede de uma das fazendas do pai de Drummond (Fazenda do Pontal) foi demolida pela Vale e todo o material da demolição guardado para uma futura reconstrução, que acabou acontecendo no final da década de 90, num local próximo mas diferente do original. Em frente à casa reconstruída está uma estátua de bronze de Drummond criança com seu triciclo e a placa com a poesia “Infância”, que recitei e disponibilizei no link
http://www.youtube.com/watch?v=7WhXk6vYv5s
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788129 Foto 1
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=32788349 Foto 2
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http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&friendID=139730924&albumID=2141656&imageID=34029597 Foto 3
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47. Inscrições rupestres – Fica fora da cidade, em Senhora do Carmo, direção do município de Santa Maria de Itabira, por onde passei rumo à Diamantina.
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48. Rancho – Também fica longe da cidade de Itabira, na localidade de Ipoema, em direção ao município de Santa Maria de Itabira.
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Pode-se dizer que os Caminhos Drummondianos são o único “museu de território” do mundo dedicado à poesia. Porém, hoje, observa-se que uma boa parte das áreas demarcadas não está bem conservada. Inconformada diante dessa situação, dona Dadá Lacerda encabeça atualmente um movimento no sentido de renovar os Caminhos Drummondianos, cujos objetivos e contornos estão sendo apresentados publicamente através de palestras em que pretende estimular nos participantes o gosto pela poesia de Drummond, enquanto cronista que foi de Itabira, apresentando ao mundo os seus moradores, locais e situações do início do Século XX. A proposta de renovação prevê a uniformização do tamanho, formato e características gráficas das placas, que deverão expor os poemas em língua portuguesa. Uma versão em língua espanhola será apresentada em um guia poético, a ser editado com tradução a cargo de Manolo Graña.
O meu passeio turístico pelos Caminhos Drummondianos aconteceu no dia 22 de janeiro de 2009. No dia 23, por volta do meio-dia, segui minha viagem rumo a Diamantina, terra de Juscelino Kubitschek, que também nasceu em 1902 (Juscelino era de 12 de setembro e Drummond de 31 de outubro). Para terminar, deixo três presentes para vocês:
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1) Relação de 100 links com poesias de Carlos Drummond de Andrade, retirados do site
http://www.memoriaviva.com.br
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*Poema de sete faces
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*Infância
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*Também já fui brasileiro
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*No meio do caminho
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*Poesia
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*Quadrilha
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*Sociedade
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*Aurora
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*Soneto da perdida esperança
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*Hino nacional
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*Em face dos últimos acontecimentos
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*Necrológio dos desiludidos do amor
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*Sentimento do mundo
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*Confidência do Itabirano
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*Congresso Internacional do Medo
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*Privilégio do mar
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*Inocentes do Leblon
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*Os ombros suportam o mundo
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*Mãos dadas
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*Mundo grande
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*A bruxa
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*José
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*A mão suja
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*Consideração do
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*Procura da poesia
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*Caso do vestido
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Morte do leiteiro
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*Consolo na praia
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*Canção amiga
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*A ingaia ciência
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*Confissão
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*Memória
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*Amar
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*O enterrado vivo
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*Poema-orelha
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*A um bruxo, com amor
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*Fazenda
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*Destruição
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*Para sempre
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*O fim no começo
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*Parolagem da vida
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*Amor e seu tempo
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*Quero
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*Ainda que mal
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*O Deus de cada
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*Homem livre
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*Cuidado
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*Boitempo
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*Certas palavras
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*Le vouyer
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*A puta
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*Aula de português
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*Somem canivetes
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*O fim das coisas
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*Antepassado
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*Igual-desigual
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*A palavra
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*A falta de Érico Veríssimo
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*Visão de Clarice Lispector
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*Retrato de uma cidade
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*Elegia carioca
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*A palavra mágica
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*Prece do brasileiro
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*Falta um disco
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*Atriz
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*Três presentes de fim de ano
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*Ausência
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*A sem-razões do amor
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*Aspiração
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*A hora do cansaço
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*Verdade
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*O seu santo nome
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*Por quê?
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*Mortos que andam
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*Como encarar a morte
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*Inscrição tumular
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*Deus e suas criaturas
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*Hipótese
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*O ano passado
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*Lição
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*Passatempo
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*Além da Terra, além do Céu
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*O mundo é grande
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*Lira do amor romântico
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*O amor antigo
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*“A kiss, un baiser, un bacio”
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*Rio em flor de janeiro
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*Salário
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*Cariocas
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*Aparição amorosa
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*A bunda, que engraçada
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*A língua lambe
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*Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
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*Mulher andando nua pela casa
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*No corpo feminino, esse retiro
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*No mármore de tua bunda
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*À meia-noite, pelo telefone
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*Não quero ser o último a comer-te
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*A castidade com que abria as coxas
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2)Vídeo com Milton Nascimento e o grupo Ponto de Partida cantando “Canção amiga”, parceria de Milton e Carlos Drummond de Andrade, originalmente gravada no disco “Clube da Esquina nº 2”. Esse vídeo é de uma filmagem feita durante o Auto de Natal realizado em Itabira no dia 14 de dezembro de 2007.
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Link:
http://www.youtube.com/watch?v=wcZK7jwxJLw
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Letra: CANÇÃO AMIGA
Música: Milton Nascimento
Letra: Carlos Drummond de Andrade
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Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos
..
Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos
..
Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois caminhos se procuram
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Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
...
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças
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3)E, finalmente, duas poesias minhas, em homenagem ao grande ser humano que foi o mineiro Carlos Drummond de Andrade:
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I
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ANJO TORTO
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Se você me vir contente,
não se engane.
É só uma maneira de queimar a depressão,
não se iluda.
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Não tome meu ato espontâneo
como sinônimo de abuso.
Não veja meu raciocínio instantâneo
como um sentimento escuso.
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São formas de quebrar protocolos,
maneiras de conseguir mais colos.
Desejo de conquistar os polos,
de renegar meus voos solos.
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Por isto, minha agressividade é nula,
minha tranquilidade é fula,
minha moralidade é chula.
Sentimento de anorexia e gula.
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Se você me vir contente,
é a minha tentativa de ser seu anjo torto.
Sete faces, um coração
e duas asas de avião.
...
II
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SANTO DRUMMOND
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Santo sem auréola,
Santo Drummond.
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Seu milagre foi fazer
as palavras ficarem mais belas.
Guardo meus sentimentos dentro delas.
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Não quero que o mundo nos veja,
não precisamos de ninguém que nos proteja.
..
Um dia, não muito distante,
todos os seus versos
servirão como indulgências,
todas as suas palavras
reterão as reticências...
...
E serão oferecidas como comunhão,
no ofertório da vida,
servidas ao povo em patenas.
...
Felipe Cerquize
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2 comentários:

Glaucia disse...

Parabéns pelo post. Como Itabirana tenho orgulho desse grande poeta. A cidade realmente deveria dar mais atenção ao turismo.

FELIPE CERQUIZE disse...

Obrigado, Glaucia. As visitas que fiz por cidades da Estrada Real transformaram-se em um livro intitulado "Pelos caminhos da Estrada Real". Mandei uma mensagem para o seu e-mail explicando detalhes. Um grande abraço!